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Por derradeiro o nada

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Por derradeiro ao ser humano, o nada existencial. Não o nada físico, material, posto que a matéria, em essência e naturalmente, persiste. Alguém já disse: Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma. Mesmo ela, tem seu fim, como objeto, registrado em sua identidade, desde o seu surgimento, pois o decaimento natural é fato a tudo, ao todo material, mas sua história de vida, aos nossos olhos, mostra-se infinita, não porque perdure para sempre, mas porque foge a nossa capacidade de percepção a duração temporal física do tempo médio de vida da existência material. 
Por derradeiro para mim, aos “eus” que me fazem ser quem sou, o mesmo fim natural a tudo imanente, aquele nada existencial, o mesmo nada que já fui por infindável tempo, agora, no instante em que me for, será o nada definitivamente eterno.
Por derradeiro a vida, não obstante sua tremenda força de perseverar em existência contínua, como essência biológica, movida e sustentada por uma simples, mas poderosa estrutura…

O túmulo nos espera a todos

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A vida, intransigente em si mesma, continuamente nos mostra, tanto aos sábios quanto aos tolos, tanto a uns quanto a outros, que a decomposição final é lugar comum a todos nós. Corpo por corpo, órgão por órgão, tecido por tecido, célula por célula, molécula por molécula, átomo por átomo, em algum lugar do presente que se descortina ininterruptamente para o que ainda não é, nos transformaremos de algo em outro algo, através do nada que permeará eternamente o nosso ser que se vai e que se esvai da vida mental que hoje nos faz indivíduo, pessoa e ente mental. A morte, a putrefação transformadora, o fim mental por um continuar de elementos, é itinerário comum na viagem limitada que nos é permitida pelo suporte natural que nos acolhe e nos possibilita.

O túmulo nos espera a todos, indistinta, democrática e seguramente.

A subjetividade da consciência

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Como ser plenamente, se em essência sequer sabemos o que podemos ser? Como realizar todo potencial humano e social que nos envolve e abraça intima e subjetivamente quando particularmente, no íntimo do que somos, o subjetivo de nossa cegueira inconsciente é muito maior do que gostaríamos de aceitar como verdade. Não obstante todo desconhecimento consciente de enorme parte do que processamos mentalmente, cabe-nos viver. É necessário que consigamos nos colocar em movimento, e que a revelia do que não saibamos, busquemos construir nossa humanidade, e em paralelo, sejamos capazes, mais do que entender, sejamos ousados na concretização, dentro de nosso potencial humano, de nosso ente social.
Somos sombra enevoada que nos corta o ente. Subjetivamente somos reais, somos parte real da não menos real realidade do todo. Nossa existência é um fato. Somos uma ambiguidade complexa contrapondo a subjetividade do ser que somos ante a plena característica real da existência do todo e de nós mesmos. Nos…

Lua

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Lua da minha vida
Lua da minha Terra
Terra
Terra da minha vida
Terra da minha lua
Do meu luar
Do meu voar
Do meu amar

Ser que é Lua
Que como Lua se faz Terra
Que sonha e existe
Mas que só sonha porque existe

Lua pedaço da Terra
Terra bocado maior da Lua
Parte bivalente do conjunto que se faz uno
Terra que sem lua
Não seria a Terra
Estaria nua.

Lua
que o céu embeleza
fonte de misteriosa beleza
Lua que arrebata, deslumbra e seduz
Lua de tantos cantos
Lua de quantos contos
Lua de encontros e desencontros
De encantos e desencantos
Lua que lentamente se afasta da Terra
Terra que lentamente sofre
Que antecipadamente submerge
Pela dor e saudades da lua que aos poucos se vai
Pela separação que já antecipadamente chora...

AMOR (variação estendida de um texto meu)

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O Amor que escraviza é posse, é filho da vaidade, da prepotência, ou da presunção, mas nunca será verdadeiramente Amor. 
O Amor que diminui não é em verdade amor, apesar de ser por natureza um agente irradiador, de doação contínua, o amor em si nunca subtrai. 
O Amor que parece pronto, que acontece do nada, que não requer algum nível que seja de transpiração, não é amor, ele requer construção constante, requer vontade e doação, cuidado, aquele amor pode até ser paixão, mas nunca simplesmente amor.
O Amor que se diz eterno, que parece fácil, que falaciosamente se arvora em algo exterior a si mesmo, não é amor. Um poeta já disse: que o amor seja eterno enquanto dure, e eu ousaria acrescentar, enquanto construído e reformado, e também enquanto valer a pena, pois que o amor nunca pode ser degradante, desgastante, humilhante, ofensivo, injurioso ou ultrajante.
O amor que explora, oprime, abusa ou exclui não é amor...



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ateu racional ateur…

O sofrimento mesmo que coletivo, é em si algo que machuca individualmente

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O sofrimento é algo profundamente pessoal. É algo tão real para quem o sente, que nos faz pôr em dúvida o seu lado subjetivo de ser. Emoções e sentimentos se misturam, se materializam, se constroem, se transformam e se destroem, sem não antes nos destruir também, sem que deixe “sequelas” de transformações em nosso ser, pouco a pouco que seja, emergindo do nosso existir inconsciente, e que faz do sofrimento algo estarrecedor. Por mais que nos esforcemos ou tentemos entender o sofrimento dos outros, sua interpretação sempre estará plenamente contaminada de nós mesmos. Jamais seremos capazes de realmente saber o como e o quanto o sofrimento machuca, destrói, dói ou marca a vida de quem quer se seja, a menos da nossa própria. Muitas vezes sequer percebemos o sofrimento calado, maquiado e invisível de muitos. Jamais o saberemos. O sofrimento é algo intrinsecamente pessoal, algo contaminante, sim, mas jamais transferível. Como a alegria, ou a felicidade, a tristeza e o sofrimento também con…

Um pouco de mim 8 - Coletânea de microtextos publicados inicialmente por mim nas redes

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A curiosidade é para todos, deve ser motivada e valorada, desde cedo, em todos, e aliada a algum ceticismo, a um estado crítico de ser e pensar, a um compromisso honesto e sincero com a busca da verdade, e sustentada por uma vontade liberta de livre pensar, são armas poderosas para a construção de um conhecimento natural e para a desconstrução de doutrinações, catequeses, simples autoridades do saber, meras revelações...
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O sistema acaba tendo a capacidade de nivelar boa parte da população como "superficialmente" atuante, que se auto engana, e que assim ajuda a enganar a outros, como que em ondas recursivas e sucessivas, conformizando e padronizando-os como seres pouco ou nada pensantes, ou melhor, pouco ou nada, livres, críticos, desconforme e curiosos pensadores, fazendo-os crer que o que aceitam, concordam e reverberam é fruto de seu livre, crítico e profundo pensar, justificando e sendo justificado por sua enganosa forma de se ver liberto e até mesmo libertário. O próprio…

Consciência e orgulho

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No alvorecer de nossa parca, talvez mesmo inexistente, consciência, sobra-nos muito pouco para nos orgulharmos.
Talvez eu tenha errado a mão na frase acima: No alvorecer de nosso orgulho sobra-nos muito pouco para nossa pouca consciência, mas mesmo assim nos achamos o máximo, o auge da evolução, o estado da arte em criação, ou mesmo a perfeição criada a imagem e semelhança de um fictício deus, e transferimos toda culpa para a sociedade, pois que ainda temos muitos de nós que acredita que nascemos bons, perfeitos, santos, e que é a tal da sociedade que nos corrompe, mas nos esquecemos que a sociedade somos também nós, que a mantemos. 



#ateu #ateuracional #livrepensar #ateuracionalelivrepensar ateu
ateu racional ateuracional livre pensar   livre pensador   livre pensadores
Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

AMOR

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Se ainda temos solução como seres humanos e sociais, poucas são as alternativas, e uma delas passa pela via do amor racional ou a da razão amorosa.
Em verdade entendo que amamos o que achamos importante, diferente de muitos que entendem que achamos importante o que amamos. Entendo o amor como uma espécie de construção, e não como uma descoberta, entendo que podemos aprender a amar, exatamente no mesmo molde de como muitos aprendem a odiar. Nenhuma criança nasce odiando ou vendo outra criança como algo de menor valor, mas a socialização equivocada e preconceituosa delas as leva a aprender a desprezar, odiar, e a segregar os diferentes, exatamente nesta linha, entendo também que podemos, não apenas com palavras e fácil oratória, mas com exemplos e comportamento ensinar a cada criança a construir um amor fraterno, racional, humano e social, ensinando-as o respeito e a criar valores de importância pelos demais humanos e seres vivos. Pode parecer paradoxal, mas entendo que o amor é algo rev…