Como posso achar que realmente amo

Como posso achar que realmente amo, achar que sou realmente capaz de amar em toda essência do que o amar seja, uma vez que talvez sequer tenha aprendido a respeitar a todos os outros, em especial os diferentes de mim, os distantes de mim, os que comigo não comungam, os que não vejo, ou então aqueles que são naturalmente excluídos e abandonados? 


Amar enquanto uma palavra, um termo, ou um ideal, é algo bonito, mas inútil em si mesmo, uma vez que o amar somente faz sentido quando verdadeiramente prático, quando atuante em relação aos outros, todos os outros. A realidade do verdadeiro amar é muito complexa. Já que amar de verdade, em especial amar aqueles que estão longe de mim é algo bem teórico, fácil de falar e difícil de fazer, fácil de nos enganar e difícil de nos comprometer. Entendo que seria muito mais humano, prático e social, se como desafio maior nos propuséssemos a respeitar todos os humanos, mas também respeitar toda a vida e a própria natureza que possibilitou que a biologia surgisse da física e da química, e que da biologia, por adaptação e seleção, surgisse a mente. Respeitar talvez esteja bem aquém do amar, mas é por si só mais real, prático e já é um grande caminhar na construção de um legítimo sentido e sentimento do verdadeiro amar.

Respeitar pode parecer algo pequeno, mas engana-se quem acredita que o respeito seja algo de menor valor humano, O respeito sincero é algo muito importante em nossa caminhada como humanos, é algo que sendo mais prático do que o amor, já nos colocaria em plena realização de nossa humanidade.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Livre arbítrio

O sábio é um egoísta que deu certo

Nem sempre o verdadeiro há de ser real

Apenas uma teoria? Como muitos podem ser tão ingênuos, doutrinados ou interesseiros