Criar

De forma geral e natural, talvez nunca consiga criar algo melhor do que eu mesmo, minha criação é limitada pelo que sou, e pelo que possa ser, talvez excetuando-se apenas causas furtivas da própria complexidade aleatória, minha criação não pode ser melhor que eu, pois sou eu quem a crio, ou generalizando, nenhuma criação pode ser melhor que o seu próprio criador.
Assim, antes de tentarmos construir algo melhor do que nós mesmos, precisamos nos transformar para melhor, necessitamos crescer enquanto nós mesmos, e se for o caso, teremos de desconstruir o que somos, ou parte do que somos, para nos reconstruir transformados em melhor, e agora, sendo melhores enquanto seres, talvez possamos construir ou criar coisas melhores para os outros e para o mundo, e por feedback, para nós mesmos.

Eu sou real, sou imanente, e sou físico, antes de ser um ser mental, A sublimação de mim mesmo é uma assertiva bonita e interessante, mas irreal. A transcendência do que sou também me parece estúpida, e assim entendo falacioso imaginar que sou algo maior ou algo externo ao que realmente sou. E sou eu, por si só exclui o tu e o ele, e esta talvez seja a desconstrução mais dolorosa, abrir mão da unicidade do eu, pela multiplicidade de “eus”, de “tus” e de eles, em prol do simples, mas dificílimo nós. 

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