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Mostrando postagens de Fevereiro, 2014

Entre o crer e o desconfiar

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Entre o crer e o desconfiar, prefiro o desconfiar, pois me permite a curiosidade de buscar, de estudar, de pesquisar, de simular, de experimentar, de aprender e de pensar por mim mesmo, de forma lógica, racional e crítica, sempre de mãos dadas com algum ceticismo. Isto não significa que não tenho crenças, todos as temos, simplesmente porque é uma impossibilidade humana tudo conhecer, mas significa para mim que devo ter sérios cuidados com elas.

Dizem que não entendo, porque sou secular

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De minha fase religiosa, entre muito preconceito que aprendi, tenho que admitir que também aprendi coisas boas, mas nenhuma delas com certeza propriedade própria ou privada de religião alguma, e me lembro de uma passagem em Mateus, que pode até ser um pouco exagerada, mas a usarei apenas como contrapartida ao abuso de poder econômico e político das religiões de grande porte.

Meu último corpo

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Meu último corpo, que é também o primeiro, é assim o único. Ele não é “meu” corpo, mas sim, é um só, comigo. Na verdade eu não “tenho” um corpo, eu sou o meu corpo. Os “eus” que eu sou, meus seres, somente podem existir porque é o corpo que os permitem existir.

Independente do ser nada sou

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Independente do ser, nada sou, contudo independente do ter (no sentido de posses externas ao meu ser), sempre poderei ser. Independente do ser, sou matéria bruta, posso até ser um ser vivo, mas nada mais do que isto poderei ser. Independente do ter, continuo sendo a emergência do que meu circuito neural possibilita, podendo assim ser plenamente.

Não consigo ter fé

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Não tenho fé porque ela implica acreditar em algo sem evidência alguma, significa esperar algo sem necessariamente nenhum motivo para aceitar que o esperado possa chegar, A fé implica em algum nível de esperança em algo externo a nós mesmos, coisa que larguei pelo caminho da vida. Tenho crenças, impossível pelo que entendo viver sem elas. Tenho crenças, mas mesmo elas as tenho porque acredito possuir se não algumas evidências, pelo menos alguns indícios e princípios algo críticos e coerentes com o que sei, para apoiar tais crenças.

Se definíssemos fé como algo em que acredito ou espero, se e somente se, existissem algumas evidências, ou mesmo alguns coerentes indícios para tal, então eu poderia ter fé. Mas a fé no sentido religioso, em especial no Cristão não é somente isto, vai muito além disto, assim, não tenho fé.

A dor de um semelhante

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A dor de um semelhante, qualquer um, ou mesmo de um animal, não pode ser somente um evento externo, alheio ao nosso ser e ao nosso existir, não pode passar imune e impune a nossa realização do viver.

Castelos ao vento

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Castelos ao vento, fantasias do que não somos, e histórias criadas para iludir o abandono de nossa humanidade, isto é um pouco de nossa realidade. De pé, sem chão e sem teto, cercado por paredes invisíveis, porem não menos reais, que segregam, que excluem, que (pré)conceituam, que sufocam, mas que nos escondem de nós mesmos, que nos domesticam pelo que o poder de nós deseja e pelo comportamento que o sistema de nós espera, e que nos afasta daquele humano que poderíamos ser.

Piada de mau gosto

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Viver cada vez mais se parece com uma piada de mau gosto, uns porque sofrem, outros porque oprimem, uns porque sobrevivem como podem, outros porque esbanjam o que falta a muitos, uns porque se omitem, outros porque induzem a omissão, uns porque tem medo do poder, outros porque fazem do poder uma máquina de impingir terror, uns porque creem e outros porque se aproveitam das crenças, uns porque tem fome e outros porque vivem e se enriquecem com a fome de muitos, uns porque são excluídos socialmente e outros porque excluem socialmente, uns porque vivem oprimidos e outros porque oprimem, uns porque vivem explorados e outros porque exploram, uns porque mentem e outros porque mentem também, e finalmente uns porque tem esperança, e outros porque mentem que a esperança é necessário.

Cada ser humano

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Cada ser humano é único em sua multiplicidade de seres, em sua complexidade cerebral, fazendo assim de seu espírito mental algo próprio e inerente a cada um ser humano. Assim somos semelhantes sendo únicos e deveríamos ser individuais sendo coletivos.

Sou ateu não dogmático

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Sou ateu não dogmático. Não sou ateu acima de tudo e de todos, e nem independente de tudo ou de todos, o sou, menos por escolha, e muito mais por percepção, não por preferência mas muito mais por interpretação, menos por revolta (apesar que me revolta muito do que vejo) mas muito mais por leitura racional do ser e da existência como um todo, da realidade que nos cerca e que nos permite existir. Sou ateu não por desgosto, raiva, frustração, ou por não ter tido algum desejo atendido. Sou ateu também por escolha e muito mais por observação. Certo ou errado é a forma como leio o livro da mãe natureza. Talvez nem mesmo o futuro possa nos dizer quem está certo, os que creem na existência do transcendente, ou os que creem apenas e tão-somente no imanente. Pelo menos posso dizer que não creio e nem preciso do transcendente, pois vivo no imanente, agora o oposto não é possível, ninguém pode afirmar que exista o transcendente e abrir mão de viver no imanente, a menos que se mate, pois viver, se…

Pensamento crítico

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Manter um estado mental crítico, com algum que de ceticismo, em todos os assuntos, privados ou públicos, mesmo sobre aqueles que creia como verdadeiros, que já creia saber alguma coisa, é um diferencial para os livre pensadores. Adoraria convencer irmãos em espécie que assim também buscassem se comportar. Uma vez que o pensamento é livre, sugeriria a todos que tentassem manter um estado mental de análise crítica em tudo que fizerem, ouvirem, pensarem, leiam ou estudem, e dentro do possível, onde couber, dessem vazão a um estado de pensamento racional. Um que de ceticismo é sempre bom e útil, pois nos força, quase nos obriga, a ir mais longe e mais fundo em nossas análises.

Somos tão bons mentirosos

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Somos tão bons mentirosos, que chegamos a acreditar que não mentimos.
Somos tão bons mentirosos, que mesmo no exílio de nós mesmos nos acreditamos no controle das coisas.

Se é bem verdade

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Se é bem verdade que o amor oxigena a alma, é verdade também que a razão a alimenta e dá sustentação ao ser (pelo menos até onde a razão pode ser aplicada), que o saber revigora o espírito, que o conhecimento fortalece o caminhar, que a ciência responde algumas importantes indagações do viver, mas que somente uma postura de análise crítica pode nos ajudar a responder muitas outras questões, mas sem esquecer que somente o método científico abre realmente nossa mente e nos permite refutar ou validar por experimentação, e tudo isso temperado com boas pitadas de ceticismo.

A indução não pode ser prova de nada

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A indução por si só nunca foi prova de nada, é assim uma das grandes falhas de quem busca o saber, busca conhecer, busca alguma verdade científica. A indução implica, indiretamente, que seja possível saber mais do que se sabe. Por mais que algo tenha acontecido igualmente por dez mil ou mesmo cem mil vezes ou mais, por anos, séculos, milênios e bem mais ainda, não implica, nunca implicou ou vai implicar, por si só, que sempre será assim, que já na próxima ocorrência não possa ser diferente, não implica nem mesmo que sempre foi assim.

A linha do horizonte e a realidade

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A linha do horizonte é logo ali e existem muito mais coisas para além dela. A linha do horizonte não é limite, não é fim, é tão somente efeito da curvatura da terra.

Alienação de nosso ser

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Na insustentável louca alienação de nosso ser encontramos muito do porque da precária realização social e natural de nosso viver. Em qualquer lugar e em qualquer tempo, pesa e sempre pesará sobre as costas da maioria de nós a mácula da inação contra a destruição do humano e do natural, que por nos omitirmos frente a loucura do que aqui está, possibilita a dissolução lenta, mas doentia, do social, frente a vergonhosa valorização do meu e dos meus, com insensível destruição ecológica do nosso lar.

Verdade e certeza

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Em verdade não tenho certezas, mas tenho boa certeza de que a verdade existe.
A verdade existe, a certeza é inalcançável, ela assim não existe e talvez, em essência, poderá nunca existir. Porque somos limitados e falhos tanto no processamento mental, quanto em nossos sensores, sejam estes biológicos ou mesmo criados por seres limitados que somos, nunca teremos total acesso a verdade que se esconde nos bastidores do submundo da realidade.

A cada instante sou um

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Sou muitos, inconscientemente, sendo apenas um a cada instante consciente, e podendo a cada novo instante, ser um eu diferente do que era no exato instante anterior. Sob o “pequeno” mundo da consciência, perdido na dinâmica, quase caótica e complexa de atuação do subconsciente e da pré-consciência, sou sempre muitos, que se “engalfinham” para assumir, mesmo que temporariamente, o controle da consciência, atuando independentemente, cada um por si, “lutando” pelo domínio do ser, e onde apenas um, a cada instante, “gerenciado” por um circuito mediador, ganha posse para tornar-se senhor da consciência, porem como “tudo muda o tempo todo no mundo”, já no momento subsequente pode ser alçado ao pódio do consciente um outro eu, dos vários eus que me compõem.

Não defenda o passado

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Não defenda o passado, lute no aqui e no agora para defender e construir uma dignidade humana, uma inclusão social, e um respeito a vida e ao semelhante. Não se gaste pelo que já foi, gaste-se pelo que é e pelo que ainda pode ser. Se você tem vergonha do seu passado, todos temos alguma vergonha de algo que fizemos ou de que deixamos de fazer, transforme-se, recrie-se, ouse ser fonte de transformação para o que aqui está, e possibilite assim um novo mundo, mais humano e social, menos hipócrita, prepotente e segregador. Assumamos nossas responsabilidades e empunhemos coragem, ousadia e muita vontade para, mesmo nos expondo, ser exemplo de quem luta, não por si e nem pelos seus, mais luta pela revolta do que vê de injusto socialmente, de indigno humanamente e principalmente luta pelos que não sabem, não conseguem, não podem, ou mesmo não querem se expor pelas transformações.

Pesquisa oficial do IBGE mostra claramente o desnível salarial entre homens e mulheres, e entre brancos e negros

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Pesquisa oficial do IBGE mostra claramente o desnível salarial entre homens e mulheres, e entre brancos e negros. A pesquisa que foi divulgada hoje mostra que mulheres recebem menores ganhos salariais do que os homens, e que os negros recebem menos que os brancos. A pesquisa não discrimina, mas me ponho a pensar quanto ganhará menos, em média, uma mulher negra do que um homem branco.

Fala mais alto

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O estômago vazio acaba falando mais alto do que a dignidade humana.
O sofrimento de um pai excluído e abandonado socialmente, frente a dor de seu filho, fala muito mais alto que qualquer respeito humano.

Confiamos na memória, será que deveríamos?

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Confiamos muito na memória, como se ela fosse confiável, segura, garantida ou certa, mas não o é. O cérebro não é um banco de dados seguro, sem perdas ou sem corrupção nos dados. Não somente porque esquecemos, mas principalmente porque muito inventamos ou não percebemos, e por isto não registramos. Não somente porque nos enganamos, mas porque muito idealizamos. Não somente porque a memória (o cérebro) falha, mas porque ao longo do tempo a transformamos. Não somente enfim porque por ela nos iludimos, mas enfim porque ela, as lembranças, sofrem metamorfose, sofrem adaptações, sofrem combinações, e depois de algum tempo, e quanto maior for este tempo, mais sujeito a certezas de memórias incertas nos somos.

“Dê poder a uma pessoa, e passarás a conhecer melhor este ser humano”

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“Dê poder a uma pessoa, e passarás a conhecer melhor este ser humano”
Sábias palavras. Ditado popular simples, mas coerente. Dar poder a uma pessoa nos permite conhecer o eu principal desta pessoa, tanto para o bem como infelizmente para o mau. A necessidade muitas vezes mascara a verdadeira índole de uma pessoa. O poder tem a capacidade de libertar a verdadeira personalidade, não sempre ética e digna, de uma pessoa. Um ser humano, de posse de seus atributos de humanidade, saberá gerir muito bem o poder, sem ofender a dignidade humana de ninguém, entretanto artificiosos humanos mostrarão suas garras e suas perversidades, tão logo alcancem o poder.

A evolução e o quase acaso me permitiram ser eu

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Eu sou exatamente aquilo que você nunca poderá ser, EU; independente do como você é ou do como venha a ser. Eu sou eu, sendo a cada instante um pouco diferente do que já fui, mas somente eu posso experimentar o ser que emerge de meu cérebro, na funcionalidade de minha mente. Eu também nunca poderei ser você, por mais que tente ou que me esforce, somos únicos na unidade dos muitos que nos compõem.

É justo?

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Olhe bem a imagem, e responda:
   É justo?
     É Humano?
       É social?
          É digno?

Tudo em excesso faz mal?

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“Tudo em excesso faz mal”, será? Não concordo. Mas porque cargas d’agua todos deveriam concordar comigo. Nunca fui melhor do que ninguém.
Mas mesmo assim ouso discordar da frase “tudo em excesso faz mal”...

Valores

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Erram aqueles que acreditam em valores, juízos ou éticas, como universais, mas erram também aqueles, que por oposição, ao perceberem exceções aos valores, juízos ou mesmo a éticas, negam qualquer existência, ou validade destes. Valores, juízos, ética ou moral são obviamente relativos, mas não são total e absolutamente relativas, elas possuem corpo vivo em médias muito claras e facilmente percebidas e entendidas por todos de boa índole, mas em direção a um dado extremo ela nunca será universal, e pelo outro extremo, nunca será absolutamente inválida simplesmente porque sempre existirão exceções a sua prática.

Esperança

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Vivo em razoável desesperança, sem ser, contudo, algum desesperado. Ao longo do meu viver abri mão de quase todo sentido ou sentimento de esperança, em especial daquela esperança que de mim diretamente não dependa. Impossível, pelo menos para mim, abrir mão de toda e qualquer esperança, pois que ainda busco minha humanidade, porem, daquelas esperanças que de mim não dependam para o seu alcance final, abandonei-as pela estrada do viver, ou pelo menos tentei abandoná-las. Isto não me faz melhor e nem pior do que qualquer outro, mas retira de mim a dor da espera, em alguma esperança, que pode nunca acontecer, e desta forma não sofro pelo que de mim não dependa. Esperar faz parte natural de meu dicionário do viver, mas esperar é uma necessidade física para que as coisas possam acontecer, entretanto esperar não significa ou nunca significou ter esperança de algo.

Pensar por si mesmo (Repensar e refletir por si mesmo, quantas vezes for possível)

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Pensar, por si só, por si mesmo, requer coragem e ousadia. Coragem para assumir responsabilidades pelo pensar e para não transferir parte, ou mesmo toda, responsabilidade ou culpa pelo que penso e pelo como penso para terceiros, para ninguém, para deus algum, tendo a coragem de sempre rever seus paradigmas, suas crenças, seus conceitos ou mesmo suas verdades, tendo a audácia de buscar fazer acontecer (em algum momento sair do mundo do pensar para o mundo do agir), e requer também ousadia para caminhar por seus próprios passos, acertar ou errar por seus próprios meios, e saber que vai acabar afrontando, ou melindrando, algumas pessoas, e muitos interesses, em especial os políticos, econômicos e religiosos, mas também vários interesses seculares. Pensar é fácil, pensar bem, saber pensar é difícil.

Não possuir resposta racional para tudo é natural

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O fato de ainda não ter resposta racional para qualquer coisa não significa que esta qualquer coisa seja sobrenatural, ou que algo sobrenatural atue por traz desta coisa. O mesmo vale, naturalmente, para o início de tudo (se é que existiu um início para tudo, pode ser que algo sempre tenha existido naturalmente, apenas sofrendo transformações para que o todo que hoje conhecemos, que pode ser apenas uma parte, possa ter chegado a existir). O fato de não possuir resposta racionalmente clara para como surgiu tudo, como se deu o “início” deste tudo, não importa, ou não requer como resposta, ou como clara resposta, que este início se tenha dado por obra e graça de verbo sobrenatural algum, não impõe que seja necessário invocar algum deus para isto.

É triste quando

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É triste quando pessoas cultas, se perdem em sua pedante e arrogante superioridade e confundem o universo, a realidade imanente deste universo, o espaço-tempo, as forças elementares (eletromagnética, eletroforte, eletrofraca e gravitacional), a incerteza como teoria da certeza, a probabilidade do não intuitivo, a matéria, a energia, o entrelaçamento, os campos, a dualidade partícula-energia e etc, que nunca será um jogo, confundindo-o com a realização do nosso viver, dentro deste universo real e que nos ignora solenemente.

O universo não é um jogo

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O universo não é um jogo, não podemos escolher a realização do que é, do que existe, cabe-nos apenas e tão somente experimentá-lo e tomarmos experiência em sua realização. A existência não é uma aposta, um jogo ou uma alternativa, não nos cabe escolher o que ela é, ou não nos cabe mais, escolher o lado em que jogamos, ou o lado do que cremos: o da “real” realidade ou o daquele que acredita moldar o que é ao que ele acha que deveria ser, ou mesmo ao que gostaria que fosse.

ATEU

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Mais uma vez fui definido como alguém que odeia deus, por ser ateu.
Como assim!!!??? Respondi.

Vivo em paradas provisórias

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Vivo em paradas provisórias, paradas que me põem em movimento para outras paragens, sou assim caminhante do mundo e de mim mesmo. Nunca estou disposto a parar. Porque deveria parar?

Caso ser sábio seja apenas...

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Caso ser sábio seja apenas uma questão de saber cultural ou intelectual, caso ser sábio seja buscar sua felicidade apenas, seja apenas uma questão pessoal, desconectada da realidade social repugnante que ajudamos a manter, e se ser sábio é apenas jogar com conceitos, ideias, pressupostos, semânticas ou sistemas, para que ser sábio?

Materialismo e Idealismo

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Não tenho a intenção de entrar em detalhes mais profundos, sobre ambos, neste texto, mas pretendo apenas comentar algo que penso e que sinto, e é um pequeno porque de eu ser, ou tentar estar materialista.

A ciência

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A ciência não regozija com o fim das crenças, ela simplesmente leva, naturalmente, ao longo do tempo, ao fim das crenças, ou pelo menos ao fim de muitas crenças, quer seja porque as transforma em saber, quer seja porque as refuta e as impossibilita.

Como

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Como uma noite que se faz verão, a chuva tórrida destruiu meu coração, e se hoje sofro a dor da tua ausência é porque o fogo da paixão ardeu o amor, em combustão, fazendo de mim um perdido em plena experiência da saudade que me faz humano.

A morte

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A morte, do ponto de vista físico-químico (natural) é um retorno dos elementos que nos compõe ao ciclo natural desta mesma natureza.

Homens e mulheres

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Homens e mulheres são diferentes? Sim.
Homens e mulheres são iguais? Sim.
E aqui reside um pequeno paradoxo, que pode ser desvendado, quando entendemos que antes de homens e mulheres, existe uma espécie única, o Homo Sapiens Sapiens, e daí decorre, pelo menos para mim, e contrariando alguns, que mulheres e homens são muitíssimo mais iguais do que diferentes.

Sou polêmico?

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Se eu sou polêmico? Não me acho polêmico, me acho crítico, me acho um eterno buscador não das minhas verdades, não das verdades que gostaria que fossem, e muito menos das verdades que me revelam ou que me são dadas como certas, apenas por serem divulgadas por autoridades do saber, por ditos sábios, ou simplesmente por que parecem mais humanas.

Regras

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Existem regras naturais para o que é possível, e existem regras, também naturais, para que apenas o possível possa acontecer. Um fato, qualquer fato, somente pode ser um dentre aqueles que compunha o escopo do que era possível acontecer.

Família

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Uma verdadeira família é algo sublime, é como se fosse um prêmio raro. Construir nossa família e nela termos nossa morada é uma descoberta inenarrável.

O Amor

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O Amor sincero, puro, daquele que se doa no objeto de seu Amor, sendo altruísta, se fortalece na própria doação, e nos faz mais fortes, mais vivos, mais sadios física e mentalmente, e mais dignos de sermos unos, em total respeito com todos os irmãos em espécie, e em plena relação com a mãe natureza.

Independente do ser, nada sou

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Independente do ser, nada sou, contudo independente do ter (no sentido de posses externas ao meu ser), sempre poderei ser. Independente do ser, sou matéria bruta, posso até ser um ser vivo, mas nada mais do que isto poderei ser. Independente do ter, continuo sendo a emergência do que meu circuito neural possibilita, podendo assim ser plenamente.

Eu, você e todos nós

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Não poderia iniciar este texto sem me referir a pessoa humana que somos. Eu, você e todos que conhecemos, ou mesmo todos os que desconhecemos somos frutos da mesma árvore da vida. Somos da espécie Homo “Sapiens” “Sapiens”, e possuímos latentes em nós nossa humanidade (apesar de contaminada com uma forte tendência a prepotência, o que nos desvirtua e nos leva a desumanidade), mesmo que para alguns ela esteja adormecida frente a alguma jornada dolorosa por que tenha passado, ou mesmo adormecida esteja por mero descaso, omissão ou impotência do ser, tenhamos todos a certeza que nossa humanidade reside latente dentro de nós, nem que como mera semente que precisa ser cuidada, ou como mero conceito mental que precisa ser corajosamente construído e reconstruído continuamente.

Como pode alguém acreditar em verdadeiros sábios?

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Como pode alguém acreditar ou aceitar a existência de verdadeiros sábios, se a principal qualidade de um sábio deva ser a busca da plena e total felicidade sincera, quando esta busca colide frontalmente com a realidade social de abandono, de exclusão e de miséria que praticamente, de forma endêmica, assola a milhões?

Como pode o homem se achar racional?

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Como pode o homem se achar racional, se no fundo o que dá para perceber como algo cada vez mais normal a um número cada vez maior de pessoas, são seres preconceituosos, sentimentalistas, omissos, seguidores, domesticados, catequizados, e objetos de manobra nas mãos inescrupulosas dos poderosos?

Como pode alguém preferir a miséria de muitos?

Como pode alguém preferir a miséria de muitos, preferir a fome de outros, o abandono de crianças e a exclusão social de uma multidão, apenas para salvaguardar o meu e os meus, em detrimento do dele e dos deles?

Como pode o homem ser um animal social?

Como pode o homem ser um animal social, se achando um ser especial, se o que vemos na realização de nossa sociedade, é um festival de prepotência, de vaidades, de egoísmos, de individualidades, de omissões, e de interesses pessoais, com contrapartida de outro festival de misérias, abandonos, exclusões e preconceitos?

Como pode o sentido sincero de religiosidade?

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Que me desculpem os religiosos que se expõem contra o estado desumano de nossa sociedade, que me perdoem todos os religiosos, de qualquer religião que dão sua cara a tapa pela luta a favor de uma inclusão social, livre de preconceitos, não é para estes este texto. A estes, saibam eles que tem em mim um aliado, independente de suas crenças e de minhas crenças, estarei de mãos dadas com eles e por eles, enquanto a luta for sincera por uma transformação do que aqui está. Aos religiosos que buscam acima de suas salvações, a real salvação da miséria e da exclusão de todos os irmãos, independente de crenças, cor, gênero, nacionalidade ou idade, não pela simples caridade, que é necessária frente a atual situação de fome, mas que nada em si transforma, saibam eles que estou de corpo e alma mental com eles, independente de lermos o livro da realidade deste mundo com algumas diferenças.

Como pode a política ser algo nobre?

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Como pode a política ser algo nobre, se os políticos, em geral, não demonstram tal nobreza? 
Talvez seja porque políticos sejamos todos, e sejamos nós quem os escolhemos. Talvez isto já fale por si só muito do que somos inconscientemente, e muito do que, muitos de nós, faríamos se lá estivéssemos.