A linha do horizonte e a realidade


A linha do horizonte é logo ali e existem muito mais coisas para além dela. A linha do horizonte não é limite, não é fim, é tão somente efeito da curvatura da terra.

Somos míopes por estrutura biológica, nossos sensores e nosso cérebro são imperfeitos e limitados, assim a realidade, toda a realidade, é muito mais do que percebemos, é muito mais do que a superficialidade dos fenômenos que observamos, que conseguimos observar ou que poderíamos observar.

Como esperar de um cérebro, que por si só é finito e cheio de bugs, que se formou e se desenvolveu para prioritariamente garantir nossa homeostase (de forma superficial: perfeito equilíbrio e funcionamento de nossa biologia, visando manter o biológico celular, orgânico e funcional, dentro de algum equilíbrio para garantir alguma manutenção da vida), e no qual o pensar e a racionalidade são decorrências a posterior, “compor” o todo, saber e conhecer o tudo e ter capacidade infinita de processamento? Impossível por natureza do que ele é e do que nós somos, e isto fica mais ainda agravado, pelos nossos sensores que também são imperfeitos e limitados, e que nunca nos permitirá acesso a tudo o que existe fora do que estes sentidos podem imperfeitamente perceber.

Normalmente estamos em um mix de simplificação do real e de especialização, e abrimos não de muita coisa, muitas delas inconscientemente, para observar pequeno, e mesmo assim , em geral, superficialmente. Isto por si só nem é bom e nem é ruim, isto somos nós. 

A linha do horizonte não é real em si mesma, é efeito, mas como efeito é um real que se nos apresenta, é um real subjetivo que não existe objetivamente. 

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