Cada ser humano


Cada ser humano é único em sua multiplicidade de seres, em sua complexidade cerebral, fazendo assim de seu espírito mental algo próprio e inerente a cada um ser humano. Assim somos semelhantes sendo únicos e deveríamos ser individuais sendo coletivos.


Cada ser humano, pelo que é, em toda a sua fragilidade animal, em toda sua fatalidade, e em toda sua originalidade psíquica, faz deste mesmo ser humano nada além do que ele é, um complexo animal que se debate entre dúvidas e certezas, entre altruísmo e egoísmo, entre humildade e vaidade, entre medos e coragem e entre amor e ódio, mas incapaz de, no geral, respeitar sinceramente a vida e todos os seus semelhantes, em especial os diferentes, os que não professam nossas crenças, e os que não comungam de nossa linha moral, política ou mesmo ética.

Cada ser humano é em sua fragilidade, inconstância, insegurança, medo da morte e imperfeição, um ser único na realização de seu próprio viver e na plural composição social.

Cada ser humano deve ser responsável pelo que é, pelo que faz ou mesmo pelo que deixa de fazer, devendo ser responsabilizado, direta ou indiretamente, humana e socialmente, por toda injustiça e desumanidade existente (cada qual em sua medida), além de também por todo ato de destruição de nosso planeta ou dos ecossistemas que nele existem, se não por outro motivo, por inação, omissão ou descaso.

Cada ser humano não é, em si mesmo, melhor ou pior do que ninguém, melhor do que nada na natureza, pois que é um com esta própria natureza, é uno com tudo o que existe, e se existe, é somente porque a natureza que da física se fez química, e que da química se fez biologia, possibilitou do químico o surgimento da vida, e por evolução permitiu a vida existir, bela e maravilhosa, em uma infinidade de diferentes variedades, e apenas uma delas, surgida nos últimos milhões de anos, depois de mais de 4 bilhões de anos de existência da própria vida em nosso planetinha amado, é a nossa espécie, o homo sapiens sapiens, que até pela definição de sua espécie já nos mostra nossa prepotência. A regra de que jamais poderemos ser melhores que a natureza que nos permite existir é mais claramente percebida quando olhamos pelo lado de que nós necessitamos da natureza para existirmos, a natureza por si só continuará a existir mesmo que desapareçamos ou que sequer tivéssemos existido. A natureza é base necessária para que existamos, e talvez existisse muito melhor sem nossa malévola e destruidora existência.

Cada ser humano não é, em si mesmo, melhor e nem pior do que nenhum outro ser humano, não existem seres humanos de primeira classe ou de segunda classe, não existem castas naturais (infelizmente elas existem criadas artificialmente por nós mesmos), não existem classes sociais na natureza, não existem assim seres superiores ou inferiores na natureza, esta mazela da segregação e muitas outras, fomos nós mesmos com nossa vaidade, prepotência e arrogância, e certa loucura, quem criamos. Até poderiam existir diversas raças humanas, no passado existiram múltiplas raças humanoides, algumas vivendo em paralelo, o exemplo mais recente, é que até cerca de 30 mil anos atrás viviam na terra pelo menos duas espécies em paralelo, o homo sapiens sapiens (nossa espécie) e o homem de Neandertal, que misteriosamente desapareceu quando entrou em contato com nossa espécie, isso mostra como somos, desde a muito tempo, seres destruidores do que não nos seja igual.

Não escrevo isto para ofender nenhum ser humano, mas apenas para nos lembrar do como somos, em geral, como entes vivos, animais ainda muito desumanos, e assim tentar elevar nossa luta contra o que de desumano existe em nós, numa luta pessoal e coletiva, não pelo bem individual, ou pelo bem daqueles que são conosco, mas sim pelo bem social, uma vez que entendo claramente que o coletivo, que o social e que o universal e natural sempre serão mais importantes que o individual, que o pessoal ou do que o local.


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