Dizem que não entendo, porque sou secular

De minha fase religiosa, entre muito preconceito que aprendi, tenho que admitir que também aprendi coisas boas, mas nenhuma delas com certeza propriedade própria ou privada de religião alguma, e me lembro de uma passagem em Mateus, que pode até ser um pouco exagerada, mas a usarei apenas como contrapartida ao abuso de poder econômico e político das religiões de grande porte.
A passagem falava mais ou menos que deveríamos vender tudo e distribuir com os pobres, acho que as grandes religiões estabelecidas se esqueceram disto ou não dão muito valor a esta passagem ou mesmo não tem interesse em ir para o "reino dos céus" como eles apregoam aos mortais e a própria passagem coloca, pois o que vejo são religiões riquíssimas contrastando com uma população muitas vezes pobre e até mesmo miserável, muita posse de terras e uma multidão de sem terras, muitos prédios e uma multidão de sem tetos, templos e igrejas ricas e alguns (muitos) seguidores beirando o desespero da fome e do abandono social. Eu sei que muitos encontrarão justificativas para isso, para a grandiosidade destas religiões contra a pobreza estabelecida. Eu não consigo entender. Dizem que não entendo, porque sou ateu! Que bom que tornei-me um ateu, um secular, um materialista social, um animal humano, um ser que busca aprender exatamente o como melhorar o aqui e o agora, porque só temos realmente este aqui e este agora para realizarmos nosso viver. Ao invés de ficar implorando e pedindo prefiro me expor de mente franca e espírito naturalmente humano contra este estado ingrato e desumano. Eu gostaria muito de entender, mas talvez minha pouca inteligência me proíba de tal, e assim como ateu socialista busco defender uma distribuição justa dos bens por todos (religiosos ou seculares; negros ou brancos; heterossexuais, homossexuais, transexuais ou bissexuais; mulheres ou homens; jovens ou idosos; cultos ou incultos; brasileiros ou estrangeiros, com ou sem instrução, e etc.), simplesmente porque todos os bens são finitos, e sempre que alguém ou alguma instituição tem a mais, alguém ou muitos tem a menos. Isto vale para qualquer bem: dinheiro, alimentação, conforto, luxo, propriedades de moradias ou de terras. 

Será que é justo gastar milhões e milhões com catedrais, igrejas, palácios e templos luxuosos, bens e terras em abundância, quando milhões de pessoas passam fome, não têm onde morar e nem apoio humano? Mas eu é que sou o injusto e o pato feio desta estória.

A miopia da mente só nos permite ver o que queremos, e isto vale para mim também.



Não resisti e copio duas imagens que encontrei na net, e mantenho o site de origem delas
http://www.jesus-cristo-e-o-senhor.net.br/news/vai-vende-tudo-o-que-tens-e-doe-aos-pobres

e

http://disipulosdejesus.blogspot.com.br/2012/02/o-descaso-dos-pastores-milionarios.html


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