Eu, você e todos nós

Não poderia iniciar este texto sem me referir a pessoa humana que somos. Eu, você e todos que conhecemos, ou mesmo todos os que desconhecemos somos frutos da mesma árvore da vida. Somos da espécie Homo “Sapiens” “Sapiens”, e possuímos latentes em nós nossa humanidade (apesar de contaminada com uma forte tendência a prepotência, o que nos desvirtua e nos leva a desumanidade), mesmo que para alguns ela esteja adormecida frente a alguma jornada dolorosa por que tenha passado, ou mesmo adormecida esteja por mero descaso, omissão ou impotência do ser, tenhamos todos a certeza que nossa humanidade reside latente dentro de nós, nem que como mera semente que precisa ser cuidada, ou como mero conceito mental que precisa ser corajosamente construído e reconstruído continuamente.


Somos filhos, em última e em primeira instância, da mãe natureza. Se existimos é porque a natureza existe em primeiro lugar. Desta forma somos compostos pelos mesmos materiais que a natureza disponibiliza. Somos também diretamente e indiretamente afetados pelas forças naturais. A natureza, e nós próprios, pela nossa característica imanente e material somos também energia e assim somos afetados diretamente pelos campos primordiais da natureza e por suas forças e energias relativas.

Para começar, na natureza inexiste força má, energia ruim, ou algo parecido, como também inexiste energia pura ou de amor, a energia é energia e ponto., somos nós que podemos fazer bom ou mau uso dela, ou podemos ser “levados” pela cegueira total e absoluta da realidade existencial. A energia e seus campos referenciais estão simplesmente por ai. Cabe-nos aprender a fazer bom uso deles. Imagine mentalmente estas energias naturais, como a luz solar, ela está por ai disponível a todos, agora, se não a procuramos, se não nos lançamos a ela acabamos doentes, raquíticos e ficamos mal. Mas em contrapartida, se nos lançamos a luz solar sem nenhum cuidado, expostos a toda a sua força natural acabamos também tendo nossa saúde maculada. A luz solar em si não é nem boa nem má, ela esta por aqui desde muito antes da espécie humana chegar por estas bandas. É o uso que podemos fazer dela, que nos dará maior saúde física e mental, ou que poderá em contra partida nos deixar doentes ou ter nossa própria alegria reduzida. É o uso que daremos a ela que pode ser benéfico ou maléfico para a sociedade que vivemos. Da luz solar podemos tirar saúde ou energia, ou também podemos tirar doenças e desgraça pelo mal uso, sem algum conhecimento de causa e alguma proteção, esta mesma energia luminosa, é muito mais que o mero espectro visível que dela percebemos.

Isto posto, quero de antemão remover qualquer ideia de que existam forças negativas na natureza, as forças, as energias, ou os campos naturais, são como o nome afirma, naturais, e existem desde muito antes de nós, e continuarão existindo muito depois de nós. Como chegamos depois, cabe-nos entender suas referências e seus potenciais de uso e aproveitamento para o bem coletivo. O universo, ou simplesmente a natureza, não está preocupada conosco, ela existirá com ou sem a nossa presença, como ela existiu por muito tempo sem que nós aqui estivéssemos. Isto não é bom e nem é mau, é simplesmente natural, e nos coloca onde deveríamos estar, como frágeis e dependentes seres vivos, sem maiores importâncias para o tudo que aqui existe.

Eu você e todos nós, somos quase nada frente a beleza magistral e natural do universo, e mais do que nos sentirmos acima dele, deveríamos nos sentir unos com ele, e dependentes dele. Deveríamos nos sentir filhos da natureza, imanentes como ela, e imensamente gratos por existirmos somente porque ela existe antes de nós.

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