Independente do ser, nada sou


Independente do ser, nada sou, contudo independente do ter (no sentido de posses externas ao meu ser), sempre poderei ser. Independente do ser, sou matéria bruta, posso até ser um ser vivo, mas nada mais do que isto poderei ser. Independente do ter, continuo sendo a emergência do que meu circuito neural possibilita, podendo assim ser plenamente.


Sempre serei algum ser, pelo menos enquanto viver uma vida mental minimamente saudável. Entendo mais ainda, certamente como crença, não como saber e nem com força de verdade alguma, que mesmo sem uma vida mental minimamente saudável, enquanto houver alguma centelha de vida mental, enquanto houver processamento cerebral, enquanto a função mental de meu cérebro ousar existir, algum ser “deve” ali fazer “morada”, por mais incipiente que seja sua emergência, ou por mais escondido que possa parecer, a menos de um estado de degradação cérebro-mental muito grande, ou que esteja no limiar da falência funcional de sua capacidade de processamento mental, ou mesmo que esteja em estado de coma profundo, sob anestesia geral, ou sob efeito de algo que o leve a um estado de inconsciência profunda.    

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