Somos tão bons mentirosos


Somos tão bons mentirosos, que chegamos a acreditar que não mentimos.

Somos tão bons mentirosos, que mesmo no exílio de nós mesmos nos acreditamos no controle das coisas.


Somos tão bons mentirosos, que chegamos a nos sentir ofendidos quando dizem que somos mentirosos.

Somos tão bons mentirosos, que mentimos cada vez que assumimos que “às vezes” chegamos a mentir.

Somos tão bons mentirosos, que mentimos cada vez que mentimos para disfarçar as mentiras que já mentimos.

É claro que alguns não mentem (o tempo todo), mas mentem aqueles que acham que alguns não mentem, porque mentir é constituição básica de nossa evolução humana.

Mente o humano que não se acha desumano e mente o desumano que se acha humano.

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