164 milhões de pessoas com fome na América Latina

Em notícia publicada em 06 de dezembro de 2013 por um jornal de grande circulação, apenas na América Latina, existem 164 milhões de pessoas com fome (27,9% de toda a população passa fome), destas, 68 milhões (11,5% de toda a população) encontram-se em situação de extrema pobreza ou indigência (estes termos não são meus), e a má notícia continua, o número total de indigentes cresceu. A notícia foi divulgada pela CEPAL, Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe.


Pensemos juntos a enormidade destes números: mais de uma em cada quatro pessoas na América Latina passam fome, e pasmem, mais de uma a cada dez pessoas estão em situação de extrema pobreza ou indigência. Sessenta e oito milhões de miseráveis apenas na América Latina é um absurdo de desumanidade. Só como exemplo, se começássemos a contar agora de 1 até 68 milhões, levaríamos mais de 8 anos e meio contando direto, sem parar para nada, nem para dormir ou comer. Sessenta e oito milhões de pessoas indigentes é um número absurdo, sob quaisquer referenciais. 

“Viva” o neoliberalismo econômico, que privilegia o enriquecimento de poucos, em detrimento da miséria de muitos, e não adianta ter fé ou esperança, dois mil anos não foram suficientes, nem mais outros dois mil o serão, a fé e a esperança mostraram-se totalmente inócuas quanto a por fim a fome e a miséria, é necessário que nos exponhamos por alguma transformação, é necessário primeiro se revoltar com a situação, conseguir se colocar no lugar desta população enorme de excluídos, e começar se transformando a si próprio primeiro, e depois ousar ser agente de transformação pelo social, nem que para isso nos coloquemos em situação de risco frente ao estado e aos poderosos.  Caridade é necessária como ponto de apoio emergencial, mas a caridade em si nada transforma, é necessário uma revolução de nossa humanidade, de nosso comportamento social, de nosso respeito humano, ou a miséria prosseguirá crescendo. Mantenhamos em mente, estes números são somente na América Latina e Caribe, se incluirmos o mundo todo, o número daqueles que passam fome salta para mais de oitocentos milhões de pessoas.

O dia chegará em que a miséria entrará pelas nossas portas, sem pedir licença, e aí talvez já será tarde demais para conseguir alguma transformação social, política e econômica.

PS: A bem da verdade, cabe um senão positivo nesta notícia, é que somente no nosso Brasil, o número absoluto total de pobres diminuiu.


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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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