Distante de mim mesmo

Por mais montanhas que precise cruzar, existe um abismo imenso a ser transposto entre o eu que penso que sou e o eu que realmente sou. Imensos oceanos bravios ainda separam o eu que gostaria de ser do eu que a maioria das vezes sou. 


Tempestades torrenciais parecem não ser nada frente a realidade que busco descobrir de mim mesmo. Tudo se agrava mais quando encontro sérias evidências de que sou muitos e que cada um julga ser o único, julgando ser o certo, o correto, o justo, o mais humano, porem no fundo cada um de mim define o humano ao seu próprio interesse, ou no caso dos “eus” mais fracos, conforme interesses dos outros, de catequeses, de moda ou de induções externas. Sou assim distante de mim mesmo? Não. Todos somos eu e eu sou a cada hora um deles, o que acaba muitas vezes sufocando o eu social que seria o único capaz de ter ousadia e coragem de se lançar de corpo e mente contra o que aqui está de descaso, abandono, exploração e exclusão social.

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