Não sou, e nem...


Não sou tudo o que deveria, e nem deveria ser exatamente tudo o que sou.


Não sou tudo o que quero, e nem quero exatamente tudo o que sou.

Não sou tudo o que preciso, e nem preciso ser exatamente tudo o que sou.

Não sou tudo o que aprecio ser, e nem aprecio exatamente tudo o que sou.


Nunca sou no todo, apesar de ser sempre tudo o que sou.

Sempre serei em parte, mas na parte que sou, sempre serei o todo, porque tudo que sou sempre será apenas parte do todo que poderia ser.

Incompleto, imperfeito e mutável, este sou eu, a parte do todo que me faz sempre todo sendo sempre apenas parte. Completo na total incompletude, perfeito na total imperfeição, e estável em plena estabilidade da mutação. Sou um sendo muitos, e sou muitos sem abrir mão de ser um.

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