Bingo, comprovada “homofilia” nos chipanzés

Não bastasse a nossa proximidade genética com os “sapecas, complexos, horas agressivos, e sociais” chipanzés, onde existe mais de 98% de similaridades entre nosso genoma e o deles, pela primeira vez foi confirmada cientificamente, em dois diferentes acompanhamentos, que estes nossos primos irmãos, os mais próximos de nosso filo genético, também possuem algo, que talvez por não conhecer palavra melhor, vou chamar de HOMOFILIA (princípio de redes sociais que diz que tendemos a ser semelhantes aos nossos amigos, e que por isto tendemos a gostar de pessoas semelhantes socialmente e em comportamento a nós.), algo como as preferências sociais, também vista em relações pessoais (no caso natural dos humanos), onde aqueles chipanzés faziam escolhas de “amizades” por afinidades pessoais, os mais tímidos preferindo os mais tímidos e que os mais extrovertidos e sociais, também preferiam os com a mesma característica.


A homofilia é uma característica ainda entendida como bem humana, por que lhes proporciona parcerias mais confiáveis, que ocorrem quando dois animais humanos têm tendências comportamentais e estado emocional similares.  A homofilia é uma tendência que pessoas possuem de se relacionarem com pessoas que se parecem com elas, ou com alguém que elas muito amem e respeitem.  É uma das noções mais básicas na estrutura das redes sociais, sendo o princípio de que tendemos a ser semelhantes aos nossos amigos, ou a escolher como amigos semelhantes a nós. O estudo conduzido pela Universidade de Viena, na Áustria, e pela Universidade de Zurique, na Suíça, aponta que chimpanzés também tendem a escolher companheiros baseados em afinidades comportamentais. O assunto foi destaque também no periódico científico Evolution and Human Behavior.

Isto de alguma forma significa para mim, que nosso cérebro, em sua estrutura mais baixa, mais interna, mais animal, antes do desenvolvimento das camadas mais externas de nosso cérebro, tem muito do chipanzé, e apenas aumenta meu respeito pela natureza e a certeza de que a evolução é linda, e que raramente, se nunca, joga fora uma linha de algum órgão para iniciar do zero, ela tende sempre a aproveitar o que deu certo no passado, sob a ótica de deixar mais descendentes vivos, e implementa modificações, ou aproveita para outra função. 

Neste assunto, cabe lembrar apenas que o homem não evoluiu do chipanzé, e muito menos que o chipanzé evoluiu do homem, mas sim que os dois, as duas espécies, evoluíram de um ancestral comum, que por uma linha chegou ao homem moderno, e que por outra linha chegou ao chipanzé moderno. O Chipanzé seria assim nosso primo genético mais próximo, mas nunca nosso pai genético.

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