Entre o amor e o ódio

Entre um deus de amor e um deus de ódio, não existe nada pois que não existem deus do amor ou do ódio. Existe o ser humano que ama e o que odeia, existe o homo sapiens que busca construir sua vida em justiça social e em respeito humano e o que busca apenas construir sua vida segundo suas vaidades, prepotência e arrogância, existe o que busca viver com empatia e o que vive sua individualidade, existe o homem que busca pensar e agir pelo bem comum, e o que age pelo bem pessoal, existem os seres que se regozijam com a igualdade entre os homens, e os que se lixam para o bem comum, a menos que este bem comum possa lhes trazer mais benefícios, existem aqueles que defendem a liberdade com responsabilidades, os direitos com deveres, e aqueles que apenas se interessam com seus direitos, doa em quem doer, e sua liberdade, afete quem afetar, existem os que defendem o neoliberalismo econômico e os que lutam por algum socialismo, existem aqueles que se expõem na busca por se comprometerem pelos irmãos em espécie, e aqueles que apenas pensam em si e nos seus, enfim existem as criações mentais de deus do bem e do mal, um para dar maior valor a nós mesmos porque preferimos acreditar sermos criação dele, e o outro, o do mal, para justificar e nos defender de nossas fraquezas, pois por ele minimizamos nossa culpa e dividimos com ele, com o seu poder do mal, nossas tentações, vaidades, arrogância e erros. 


Entre o amor e o ódio, é fácil semanticamente nos posicionarmos pelo amor, mesmo os arrogantes e individualistas assim o fazem, mas será que realmente assumimos de corpo e alma a preferência pela realização de um viver pelo amor? Eu sei que amar seriamente não é fácil, necessita vontade, desapego, trabalho de construção, coragem para reconstrução, necessita compromisso e doação, mas é possível, e a alegria que desta luta emana vale todo e qualquer sacrifício. 

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