Duas perguntas

Existem infinitas perguntas a serem feitas, mas entendo que existe “A” pergunta, aquela pergunta que todos gostaríamos de ter a resposta: Porque existe algo ao invés de somente o nada existir? Desta pergunta, ainda focando no surgimento do que existe e do que somos surgem várias outras, como: Como isto tudo existe? Porque existimos? Estamos sozinhos neste universo? Dando um ar mais filosófico ainda, gostaríamos de saber exatamente: O que significa existirmos?


Entendo que aquela é a pergunta das perguntas (Porque existe algo ao invés de somente o nada existir?). Creio sinceramente que para ela existirão inúmeras respostas, umas mais bonitas, umas mais brutas, outras mais elaboradas, algumas outras mais intuitivas, outras parecendo até ficção científica, umas que se adequam as crenças e preconceitos que temos e outras que batem frontalmente contra nossas crenças atuais, mas todas ainda no universo das suposições, dos desejos ou dos preconceitos. Sinceramente entendo que jamais conheceremos uma resposta balizada em real conhecimento, para esta pergunta. Talvez os religiosos acreditem ter esta resposta, mas mesmo para eles a pergunta, sem fuga, é também válida, apenas trocando de alvo: Porque existe um deus ou deuses, ao invés de não existir nada? E se fugirmos de revelações ou intuições, estaremos no exato mesmo nível. Porque existe alguma coisa, qualquer coisa, material, deus, big bang, branas, vácuo quântico, campo escalar, ao invés de somente o nada, o total e absoluto nada, existir, ou não existir, pois que seria o nada absoluto. 

Por mais que caminhemos em sua direção, esta pergunta parecerá sempre, ou estará sempre se afastando de nós, mas o que importa é que algo existe, e que esta existência permitiu um sistema solar, no qual sua estrela, nosso sol, que não passa de uma estrela nada especial, estabilizou como o seu terceiro planetinha, um quase nada na existência total, o nosso planeta Terra, e ao longo dos últimos cerca de 4 bilhões e quinhentos mil anos permitiu que a fantástica física e sua parceira estatística, a química, dessem um salto para a maravilhosa, fantástica e magnífica biologia, permitindo que a vida pudesse evoluir, de um início talvez de mero replicadores, em que talvez fosse impossível até definir como vida  ou mesmo como biologia (algo como bioquímica talvez), até a formosa e estupenda variedade de espécies que hoje existem, e que já passaram por este planeta. Entre estas espécies existe uma, não mais importante que as outras, apenas diferente em algumas características mentais, que se especializou e acabou por cobrir praticamente todos os recantos deste planeta, e hoje é mais um ser daninho do que um ser útil a própria manutenção dos nichos ecológicos existentes. Nesta espécie, o homo sapiens, pude eu nascer de uma improbabilidade quase total, e aqui estou eu escrevendo este texto, meio que com certa vergonha do ser que sou representante.

Agora que a realidade é uma realidade, que existo, que existimos, existe outra pergunta que deve sinceramente ser atacada, pois de sua resposta poderemos derivar respostas para muitas outras questões: O que é ser um ser humano, um homo sapiens; e o que é ser um indivíduo, um ente, desta espécie? O que é o animal social humano, e o que é realizar uma experiência como um exemplar deste ser? Existem diferenças entre ser Homo Sapiens e ser Humano?  Fácil de perguntar porem de sincera difícil resposta, por ignorância, por medo, por vergonha ou por mera arrogância.

Duas perguntas básicas, mas que podem ter inúmeras formas de serem perguntadas, e que abrem a opção a um leque enorme de outras questões, porque a curiosidade é uma de nossas marcas, mas todas elas, de suas respostas, de cada um de nós, pode-se falar muito do porque somos o que somos.

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