No limite da razão pura

No limite da razão pura mora o perigo da dureza de espírito, da frieza de coração, ou da ditadura do saber e da lógica. Somos humanos, a razão é importante, para mim em especial a razão é deveras importante, mas o amor, algum altruísmo, alguma sensibilidade, e certa emoção são também importantes, e servem de contraponto para equilibrar a razão e dar humanidade a fria lógica e a rígida análise crítica de uma experiência do viver racional.


No extremo, ambos, tanto individualmente a razão quanto o unicamente o amor são perniciosos, ou no mínimo incompletos, um podendo levar a dureza de espírito, e o outro podendo levar a fraqueza do mesmo espírito. A razão sem amor é um passo para a radicalidade do saber, e o amor sem razão (de início amor sem razão não é amor) pode ser muitas coisas mas não seria a plenitude do amar, e poderia assim ser a perdição da fraqueza. Amor e razão, razão e amor, duas presenças que se completam e que são de forma inteiramente entrelaçadas mutuamente, dependentes uma da outra para que cada uma possa brilhar, em uma humanidade onde a dignidade do viver seja socialmente plena.

Ser verdadeiramente humano é amar de forma racional e racionalizar com amor, é aprender que não existe amor sem razão, e que a razão desprovida de amor é um caminho fácil para a desumanidade.

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