O conhecimento cresce exponencialmente.

O fator de crescimento do conhecimento é galopante. O que descobrimos como conhecimento científico, uma vez que a verdadeira ciência nada inventa, nada cria, apenas descobre o que já aqui está, ou o que criamos no cunho matemático, ou mesmo construímos no âmbito tecnológico, fez com que o aprendido nos últimos 120 anos extrapole em muitas e muitas unidades de valor, tudo o que aprendemos ao longo de todos os milhões e milhões de anos de nossa caminhada neste planeta, enquanto a evolução nos trazia até os dias de hoje. Mantendo-se este fator de crescimento, caso não nos destruamos primeiro, torna-se impossível prever a aonde chegaremos em nosso aprendizado científico, matemático ou tecnológico, nos próximos 120 anos.


Em passado recente, houve quem acreditasse que já tínhamos descoberto e aprendido tudo o que era possível aprender, que a ciência passaria a ser chata e monótona, sem nada de novo, uma vez que tudo que era possível aprender já teríamos aprendido. Ingenuidade a parte, a ciência envereda cada vez mais por áreas, que para leigos, até parecem pura ficção. Quanto mais sabemos, mais certezas temos de que falta muito mais a saber, pois que o conhecimento, quanto mais refinado fica, mais tem se mostrado aberto a transformações e novidades surpreendentes. A realidade tornou-se totalmente não intuitiva. O real mostra-se cada vez mais prolixo em nos surpreender. Nossa mente/cérebro continua em um estado evolutivo bastante tradicional e estático. A dualidade conhecimento/mente fica assim, cada vez mais desnivelada, onde continuamos com uma mente praticamente estacionada evolutivamente, pois que a evolução é lenta, e um conhecimento em plena explosão de novos saberes. A ciência parece ter ultrapassado a ficção.

A evolução é algo extremamente lento, praticamente imperceptível, ela se dá por erro de cópia, mas em um mundo cujas sociedades cada vez se misturam e se integram, cria-se um bolsão genético que tende a perpetuar-se por muito mais tempo. Em geral, para a evolução agir, é necessário, além do erro de cópia em si, de algum tipo de segregação geográfica, onde um grupo passe a ficar separado do outro por longo período. Até presenciamos evoluções (erros de cópia gerando variabilidade, que leva em alguns casos a novas especializações, que permitem assim algum grau de seleção) em bactérias, e ousaria, sob o tremendo risco de ser retrucado em decorrência da categorização de vírus como vida, comentar que a variabilidade por erro de cópia em vírus é ainda mais rápida, o que é pura verdade, mesmo sabedor de que a definição de vírus como vida é uma tentativa de se equilibrar em uma corda bamba, é como caminhar em um fio de navalha, onde para muitos, qualificar vírus como vida seria totalmente incorreto. Mas para efeito do conceito deste texto, basta comentar que a evolução de um órgão como o cérebro, do qual, decorrente de sua complexidade absurda, emerge a mente, ocorre de forma muitíssimo lenta, enquanto o conhecimento cresce de forma exponencial. Somos assim seres mentalmente adaptados para uma necessidade de sobrevivência e  de deixar descendentes, em uma realidade do viver ou morrer, e em poucos anos, um quase nada do ponto de vista evolutivo, nos vemos frente a uma realidade totalmente diferente daquela para qual nosso cérebro lentamente evoluiu, com conhecimentos cada vez mais complexos e não intuitivos. 

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