No mínimo parece brincadeira, muitos ainda não acreditam na evolução

No mínimo parece brincadeira, mas é verdade, pesquisas americanas apontam para que apenas 25% de americanos acreditam na teoria da evolução (três quartos da população americana não acreditam na evolução), e ao mesmo tempo, estas pesquisas apontam que 68% desta mesma população acredita na existência literal do diabo (mais de dois terços da população acredita literalmente na existência de satã). O que falar? O que pensar? O pais mais desenvolvido economicamente, o de maior poderio militar, e o de melhor tecnologia, tem uma população agarrada em crendices, em dogmas, em mitos religiosos, e em superstições. A maioria absoluta desta população é cega para a ciência, é guiada por ensinamentos errados, baseado em míope ignorância religiosa ou mística. Não bastassem todas as evidências fosseis, bem trabalhadas, que por si só já era uma boa documentação a favor da evolução, agora, com a técnica do sequenciamento genético, não há mais dúvida de que formamos uma grande arvore genealógica, que se abre em galhos, mas que mantem a mesma exata estrutura bioquímica. O sequenciamento genético já foi feito para uma grande variedade de genomas, e a prova se mantem irrefutável. Somos feitos da mesma matéria que as leveduras. Temos a mesma biologia, mais próxima ainda quando olhamos apenas os mamíferos. Como alguém pode duvidar da evolução, mas para crentes cegos em seus dogmas, em seus fanatismos, em suas superstições, em seus mitos, não haverá prova capaz de abrir seus olhos, este é apenas um dos grandes males das religiões, e olha que não é o pior deles. Como imaginar que o ser humano, exclusivamente, entre todos os animais da natureza, que existem, que já existiram, e que ainda vão existir, sendo variações sobre o “mesmo tema”, com maior ou menor complexidade, nunca com melhor ou pior evolução, poderia ele, somente ele, ser dotado de uma alma imortal. Se a origem das espécies, publicada em 1859, de autoria de Darwin, quebrava a espinha dorsal de qualquer criacionismo, as evidências acumuladas desde então, por fósseis e por sequenciamento de genomas, faz do criacionismo, me perdoem os que ainda nele creem, uma defesa ignorante, falsa, e que interessa apenas aos interesses de mal intencionados religiosos, mas que possuem poder de doutrinação sobre pessoas românticas, simples, e sobre aquelas que desconhecem o que é ciência, seus métodos e suas verdades. E ainda acham que não devo, ou que não posso criticar ou discutir religião, tentam me dizer que religião e política não se discute, claro que se discute, discutem-se ideias, conceitos, defeitos e virtudes, tanto das religiões quanto das políticas, talvez assim, estatísticas como aquela possam ser invertidas.

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