Respeito aos vivos e não aos mortos

Porque eu deveria investir energia, tempo, esforço, ou compromisso algum, para respeitar os mortos, se eu tenho, no meu tempo presente, uma multidão de vivos, que estes sim merecem meu esforço, minha energia, meu tempo, e meu compromisso para respeitá-los. 
Se por acaso respeito algum morto, é porque respeito algum vivo que respeita este morto. Dos mortos eu respeito as boas obras e os bons exemplos que eles possam ter deixado, nunca os mortos em si. Se respeito meu pai que morreu, não é com certeza porque respeite o meu pai morto, mas sim os exemplos de vida, e as obras que em mim, para mim, para minha família e para a sociedade ele tenha deixado. Se isso vale para o meu pai, isto vale também para todo e qualquer morto, De Epicuro ao Einstein, de Pasteur a algum amigo que já se tenha ido. E se o morto tenha ido em idade tenra, e assim não tenha podido ter deixado obras ou exemplos, eu o respeito, por que respeito os que o amavam, seus pais, irmãos, parentes e amigos. 


Prefiro respeitar os vivos, ou melhor só vejo sentido humano no respeito aos vivos, e nas boas obras e bons exemplos.

Esta frase não é minha, desconheço a autoria, mas um dia eu a ouvi e tento jamais esquecer dela: “Caráter e respeito não se diz que tem, se mostra com atitudes”, e eu acrescento, com comportamento, e através das obras e dos exemplos que se faz, e que se deixa.

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