Ser ateu

Ser ateu é ser totalmente envolvido pelo universo, é assumir-se totalmente natureza, é amar a todos enquanto seres únicos e sociais, é abraçar o temporário, o transitório, é ver-se e a seus irmãos em espécie, como resultados da evolução, é amar a vida, toda a vida, a essência da vida. Falo do ateu que chegou até ele por entendimento, não por revolta, não por provocação, ou também não por algum tipo de moda. O ateu que como eu, que não tem vergonha do seu passado religioso, pois que serviu de aprendizado para entender, juntamente conquanto estudava a natureza, que nada na natureza necessita de algum deus. Ser ateu nunca significou odiar algum deus, pois que não podemos odiar o que não existe, simplesmente negamos a existência de alguma deidade. Somente loucos poderiam odiar o que não existe. Como posso odiar um “zruvadiscalimbolino”, como “zruvadiscalimbolino” não existe, somente alguém com algum desvio mental poderia odiá-lo. Como odiar um fantasma, um gnomo, um elefante que voa e solta fogo pelos olhos, ou um tubarão que se alimenta de lava vulcânica quente e capaz de tocar violino? Simplesmente impossível, mas cismam de me acusar de alguém que odeia a deus. Fazer o que? Apenas aceitar que o preconceito e a ignorância fazem muitas coisas.

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