Nossos impulsos de agressividade não nos levam a guerra por si só

Sinceramente, eu acredito que as guerras possuem muito menos relação com nossos impulsos de agressividade, e muito mais com os interesses de poder, de riquezas, e de defesa de crenças.

É verdade que nossos impulsos de agressividade são mais comuns do que muitos de nós gostaríamos de aceitar, mas entendo que no geral eles atuam no varejo, nos tornando agressivos uns com os outros, ou mesmo prepotentes, mas não nos levando a uma guerra formal. Uma guerra, para mim, é típica de estrategistas interessados em poder, riqueza, defesa de crenças, sejam estas místico-religiosas ou mesmo seculares como por exemplo a limpeza de sua espécie. São estes tiranos estrategistas que sabendo de nosso natural impulso de agressividade, se lançam por via de propaganda maciça, e indução, a direcionar boa parte desta nossa agressividade contra algum alvo que lhes interessa, e vemos isto acontecendo com bastante frequência, inclusive no mundo político, tentando derrubar quem está no poder, ou defender interesses dos que nele estão. Apenas como exemplo, o fascismo (mas não somente ele) é mestre nesta estratégia, a de criar um inimigo aparentemente real e induzir nosso instinto agressivo contra este ideal, mascarando as verdadeiras intenções por detrás deste alvo, muitas vezes meros factoides ou baseado em falaciosas informações.


Gostaria de manifestar minha posição de que entendo claramente que em paralelo com nossos instintos agressivos, temos também a capacidade de sermos empáticos e sensíveis. Assim somos um misto de muitas coisas, entendo que não somos um único ser mental, mas sim um composto de múltiplos seres que “lutam” na calada do inconsciente para assumirem o controle de nosso ser consciente. Creio que somos um misto de genótipo e fenótipo, e que por termos um cérebro plástico, somos a cada instante um pouco diferente do que éramos antes.

Assim termino afirmando que a nossa espécie tem um lado social e um lado egoísta.


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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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