Uma vida é algo temporal

Uma vida é algo temporal, algo tão incrível que quase parece mágico, é sutil e difícil de definir claramente, entretanto é algo maravilhoso de ser experimentado frente a eternidade de um nada que se fez todo, e frente a eternidade do tempo presente que nos desafia sempre sendo, nunca nos permitindo viver aquém ou além do eterno momento presente. A natureza é, o universo é, nós somos e tudo é. Tudo existe, o que realmente existe, sendo reflexo e materialização de uma realidade natural, enquanto essência do todo que é natureza, e do nada que deixou de ser, passando a ser concretização do imanente pleno estado de existir, que compõe a existência primária e única do que é, do que já foi, e do tudo que ainda será.


A realidade é o conjunto universo, do universo de tudo que é, sendo domínio e contradomínio, sendo relação e absoluto, sendo imagem e real, concreto enquanto essência e percepção enquanto fenômeno subjetivo, sendo matéria e energia, sendo campo e vácuo, sendo conceito e realidade, sendo coisa, sendo fato, sendo representação e percepção, mas sendo sempre um algo possível, apenas por ser plenamente real e estar eternamente em transformação. Antes de ser apenas um construto mental, subjetivo por isto, a realidade é, a realidade vibra, pulsa e realiza, e dentro de sua eternidade real, ela é transformadora por si só. Eterna mutante do real material, a natureza salta de complexidade, e da físico-química surge a biologia, e desta em novo salto do complexo chegam os seres sencientes, também reais em sua construção corporal, possuindo um cérebro real que permite a estes seres sonhar, pensar, permitindo assim a emergência de alguma consciência, e por fim a emergência da consciência de que são conscientes. Desta forma a natureza nos faz mais que matéria pura, nos faz vivos, e nos permite uma vida temporal, que seja. Sendo sonhadores, pensadores, criativos, somos também concretos em nossa existência, mas subjetivos em nossa percepção superficial das coisas reais, externas. Desta senciencia simples, brota um complexo ser mental e subjetivo, que eterno enquanto matéria que o compõe, é temporário e passageiro enquanto aos seres que permite ser, que cria, e que busca dominar e conhecer, e que com certa dificuldade percebe como constituintes de si mesmo.

Desta forma somos eternos enquanto matéria básica e elementar, mas diferentemente desta, somos temporários, e de passagem para uma morte definitiva enquanto seres mentais e sencientes, e desta forma viajamos como turistas de nós mesmos e da realidade que nos permite ser, podendo assim experimentarmos o viver como sencientes, subjetivos, pensadores e as vezes racionais e analíticos.

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