Do espaço vazio de cada átomo, a sensação subjetiva de plena continuidade de qualquer matéria Série Curiosidades 8

É curioso saber que o átomo, de qualquer elemento, possui muitíssimo mais espaço “vazio” do que matéria em si. Mais curioso ainda é que a composição mental, por isso subjetiva, não real, de tudo o que vemos, não percebe isso. Acabamos por perceber como se todo material que conseguimos “olhar” diretamente com nossos olhos, sempre se parece à nossa mente, como materiais contínuos. Assim é com a parede do meu quarto, com a mesa em que estou, com a cadeira que uso, com o teclado deste computador e assim por diante. Qualquer “objeto” material, que podemos subjetivamente construir uma imagem, se nos parece contínuo, e foi assim, que por muitos e muitos séculos, todos acreditavam que fosse contínua toda e qualquer matéria, de pessoas comuns a grandes filósofos assim o pensavam, e ainda hoje, intuitivamente, muitos acreditam que de alguma forma, a matéria é um algo contínuo. Eu pessoalmente, sem prova alguma, neste caso por mera crença pessoal, entendo que o próprio espaço em si pode não ser contínuo, pode ser granulado, o que para mim explicaria muitas coisas do conforme penso. Junto comigo alguns pensadores já cogitam esta possibilidade. Mas retornando ao assunto principal, nada é contínuo, no sentido de completamente preenchido, somos, como tudo é, compostos de elementos que em si, são mais espaços que matéria, mas que devido ao absurdamente grande número de partículas que compõem qualquer objeto, por menor que seja ele, e em decorrência das forças internas e externas que dão sustentação ao próprio átomo, as moléculas e ao corpo do objeto, nossa mente monta a imagem do objeto, subjetivamente, como contínua. Apenas mais um pequeno devaneio de ideias, a evolução, como não tem linha de buscar o melhor ou a perfeição, não segue projetos ou desígnios, apenas aproveita as adaptações que no geral, mesmo que muito imperfeitas, se adequem a dar maior poder de sobrevivência e maior capacidade de deixar descendentes, pois que esta é a única forma de dar continuidade a espécie (alguns falariam em dar continuidade aos genes que dão existência aquela espécie), aliado aos limites naturais de todo e qualquer sensor biológico (ou mesmo construído pelo homem), o processo ou o sentido subjetivo da visão não é perfeito, ou sensível o suficiente para perceber o real, e nem o pode ser, e acabamos por construir mentalmente imagens de objetos, todos eles, como contínuos. A evolução é especialista em selecionar as adaptações que deram certo, e não em “construir” ou “buscar” as melhores adaptações, ou em procurar perfeição alguma, muito menos em selecionar os mais fortes (como vejo as vezes por aí), e sim selecionar os mais bem adaptados a sobrevivência e ao possibilitar deixar bom número, ou o máximo de descendentes possível. Tanto a força, como a inteligência, são seleções que em alguns nichos se fizeram importantes, tal como a velocidade, entre outros, mas não são parte “natural” de todo o processo de evolução, e sim adaptações que deram certo em alguns nichos, e que foram sendo continuamente selecionadas, simplesmente porque ajudaram na “luta” pela sobrevivência, e na garantia de descendentes.


Os sensores de nossos olhos (bastonetes e cones) atuam captando de forma sensível fótons (na faixa de onda que chamamos de visível) que chegam até eles, os corpos materiais não translúcidos impossibilitam que os fótons oriundos por trás deles, atinjam nossos olhos, assim como apenas recebemos fótons (na faixa de onda do visível) oriundos do “objeto material”, nossa mente acaba construindo uma imagem contínua destes objetos. Em materiais translúcidos, os fótons ou as ondas (na faixa do visível) perpassam o material de forma generalizada, apenas com certa “perda” de potência, o que também cria a imagem de continuidade deste material translúcido, tornando a imagem por detrás deste “objeto” um algo mais “fraca”. Mesmo materiais não translúcidos podem permitir que fótons e ondas (em comprimento de ondas diferentes da visível) o atravessem, apesar de não serem sensíveis aos nossos olhos, podem ser captados por equipamentos construídos, como é o caso dos óculos de calor, que possibilitam “ver” fontes de calor (corpos ou objetos) por detrás de paredes. Creio que a principal causa, além é claro da imperfeição e limitação dos olhos, bem como do processo completo da “visão” em si, é que todo e qualquer objeto, por menor que seja, possui um absurdamente grande número de átomos em sua composição (átomos são muitíssimo pequenos), isto, por um lado, nos materiais não translúcidos impossibilita a passagem de fótons visíveis por eles, e nos matérias translúcidos, fótons visíveis passam por ele, mas passam de forma geral, como se passassem por todo ele, sofrendo alguma “alteração” de rota, apenas com perda de seu “potencial”. Todos nós, de alguma forma conhecemos fatos de que alguém “bateu” de corpo inteiro em  portas ou paredes de vidro bem límpidos, polidos e translúcidos, simplesmente porque sem outra referência, estes vidros acabam nos enganado como se nada ali existisse, é um pouco como que um espelho bem polido nos faz também crer que o espaço continue, dando maior volume espacial, a vantagem é que ninguém bateria, de frente, em um espelho, simplesmente porque veríamos o reflexo de nós mesmos nele, mas se o espelho estiver de canto, dando a impressão de continuidade do espaço, e por que neste ângulo não poderíamos nos ver como reflexo, podemos acabar batendo sim em um espelho, enganados pela ilusão subjetiva de que o espaço continuava. Eu pessoalmente não conheço estórias deste caso, mas até mesmo porque não se usam muitos espelhos por onde andamos normalmente...



PS: apenas como referência ao quão "vazio" é um átomo, poderíamos imaginar que o núcleo de um átomo fosse do tamanho de uma laranja, assim deveríamos ter que os elétrons que o circulam estariam a cerca de 20Km desta laranja. Tudo o que há entre o núcleo e os elétrons é espaço vazio. Na realidade, os átomos são constituídos por 99.9999999999999% de espaços vazios. Se todos os átomos de um ser humano fossem colocados juntos, retirando-se deles todo o espaço vazio, espremendo-os para que apenas a parte preenchida ficasse comprimida em um núcleo, todos os nossos átomos caberiam muito facilmente em uma única colher de chá, e ainda sobraria espaço para os átomos de muitos e muitos outros humanos.





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