Filhos

Ninguém é menos humano ou menos digno porque não teve filhos, mas aqueles que assumiram de corpo e mente esta responsabilidade (mesmo que filhos adotivos) descobriram uma emoção e uma realização inigualável. 

Filhos não nos fazem necessariamente melhores, mas os filhos que assumimos responsavelmente humanizam e enriquecem em muito nosso viver. Filhos são de muito longe aquilo que de mais importante realizei enquanto gente, enquanto quase humano, apesar de muitas vezes estar mais para um reles pouco humano. Quem nunca soube o que é chorar de verdadeira emoção por um filho, de felicidade ou de dor, de temor ou de força, de realização ou de sofrimento, nunca foi realmente pai. Como pai aprendi muito da vida, pelos e com meus filhos. A vida me ensinou verdadeiramente muitas coisas, mas meus filhos me abriram a mente, o coração, o espírito mental e humano, para algo de sublime que somente a humildade de me ver menor a cada dia, para que meus filhos possam crescer enquanto pessoas humanas, poderia me ensinar. 


Sem ofensa maior a ninguém, meus filhos são a razão maior e primeira de eu existir, se me via perdido, hoje me vejo perdido de amor por eles. A vida pode ser bela, digna, e até completa sem filhos, muitos podem ser mais humanos sem filhos do que outros com filhos, filho nunca foi atestado de dignidade humana, e nem pré-requisito para ser digno ou humano, mas tê-los (ou adotá-los) nos mostra um lado do viver que não existe sem eles, um lado que horas acaba assustando um pouco, mas que me ensinou muita coisa. 

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