Gravidade escura

O universo “vive” uma espécie de queda de braço entre a gravidade que tende a aglomerar matéria, e a expansão que tende a espalhar, diluí-la. E esta queda de braço era mais acirrada no início dos tempos, quando a matéria ainda não havia se aglomerado. O mais interessante neste caso é que cálculos atuais entre esta queda de braço, levando em conta, a força da gravidade original, proveniente de toda a matéria regular conhecida, não seria páreo para a expansão em andamento, e assim não haveria tempo para ocorrer a aglutinação desta matéria e o surgimento dos aglomerados de matéria que deram início aos aglomerados galácticos e as galáxias. A expansão por si só, diluiria a matéria regular de tal forma que o que existiria hoje seria um universo totalmente diluído de matéria. Mas não é isto que ocorreu, estamos aqui, as galáxias e aglomerados existem, para isto era necessária uma força de gravidade correspondente a cerca de 5 a 6 vezes mais matéria comum, conhecida. Matéria adicional era necessária, ou algo que gere gravidade adicional, correspondente a 5 ou 6 vezes mais matéria. Coincidentemente matéria adicional é necessária hoje para dar sustentação a dinâmica das galáxias e dos aglomerados de galáxia, e coincidentemente, de novo, esta matéria faltante aparenta ser da mesma ordem de grandeza daquela do início dos tempos que possibilitou tudo que hoje aqui está, como aqui está. A este algo que gera gravidade, mas que não se vê, ou seja, capaz de interagir com campos gravitacionais, mas que não interage com a luz e nem com matéria comum, os “criativos” cientistas deram o nome de matéria escura. Talvez o nome mais coerente tivesse sido gravidade escura, pois que não temos ainda evidência comprovada de que matéria alguma desconhecida possa ser a causa, mas temos provas suficientes de que falta gravidade hoje para garantir a estabilidade cinética das galáxias, como faltava gravidade no início dos tempos para garantir a aglomeração da metéria comum.

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