A felicidade


A felicidade reflete um estado do ser, e não um estado de ter. Ser feliz é se encontrar feliz, nunca é um estado eterno, mas sempre é uma condição, até certo ponto contagiosa.

Ser feliz não é se livrar da dor, não é se alienar da dor dos outros, muito menos é se esconder da responsabilidade pela exclusão e pelo abandono social de muitos. Ser feliz é amar existir, é não esperar nada que não nos seja acessível por nós mesmos, é também se doar neste amor a todos, é construir este amor, e nunca acreditar que é possível ser verdadeiramente feliz alienado dos irmãos, de todos os irmãos, assim ser feliz nunca será ser plenamente feliz, mas significará, estar, dentro possível, temporariamente feliz, parcialmente feliz, coletivamente feliz, até que nos deparemos de novo com a realidade excludente do social, ou com nossas próprias dores, mazelas, perdas e dificuldades. Desta forma, ser feliz é uma espécie “senoidal” que nos leva de momentos bastante felizes a outros de ausência momentânea desta felicidade.

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