Fim de Ano

Mais um final de ano “civil ocidental” se aproxima, e com ele um momento em que muitos de nós somos naturalmente tomados por uma cultural emoção e alegria. Este é um momento em que praticamente todos nós acabamos sendo envolvidos pela carga emocional coletiva natural de um fim de ano.

Este final de ano, não sendo muito diferente dos demais, é único por si só, pela sua experimentação e pela capacidade exclusiva que temos de experimentá-lo em cada um de seus momentos.

Realizamos nosso viver, realizando continuamente o nosso presente, como um mágico instante que ousa nunca ser passado, mas que nos desafia continuamente em nunca ser futuro. Cada momento presente reflete a nossa eternidade do viver, nos fazendo únicos em nosso ser e únicos também em nosso viver. O presente que realizamos neste fim de mais um ciclo anual é assim único (como é único também cada instante ao longo de todo o presente que já vivemos, e de todo contínuo presente que estamos vivendo), exclusivo e extraordinário, como extraordinária é a essência da vida.

Gostaria sinceramente que aquela porção de felicidade do meu viver, reforçada pela energia coletiva, pudesse ser compartilhada por todos, em qualquer recanto deste mundo, sob qualquer bandeira, e independente de crenças específicas, cor, raça, situação social, nível de instrução, orientação sexual, sendo minoria ou maioria.  Gostaria que verdade fosse que alguma energia positiva e “multidirecional”, que nos passa a impressão e sensação de a todos tomar, pudesse ser real, e pudesse em sua essência ser eterna enquanto vivêssemos nosso eterno momento presente.

Somos construtores contínuos de nosso viver, sendo a sociedade que construímos reflexo direto de nossa participação ou de nossa omissão. Tentar nos eximir de culpa pela sociedade que corroboramos é de uma omissão que me assusta. Tentar utilizar como argumentação pelo estado de abandono e exclusão social, o nosso próprio estado de humano, e assim culpar nossa humanidade (ou melhor nossa falta de humanidade) pela desumanidade de nossa sociedade é brincar com as palavras. A sociedade é nossa construção coletiva, ela reflete o meu eu, o seu eu e o eu de todos, ela acaba por refletir os interesses de um poder que nada seria sem nossa anuência, participação ou omissão.

Desta forma desejo penhoradamente que este fim de ano civil possa ser um momento propício para repensarmos nosso dever como humano, como cidadãos e como corresponsáveis. Como seria bom se o estado mental propício das festas de fim de ano, nos possibilitasse manter, pelos demais dias do ano que se segue, um estado mental de AMOR universal, de busca da verdade, de comprometimento com nossa família, nossos Amigos, nossos irmãos em espécie, com nosso país e com a Natureza.

Amigos que na noite definida como comemoração de entrada de ano, estejamos enfim comemorando o início de uma nova era, sim, uma nova NOSSA era, uma era de sermos corresponsáveis por tudo que afeta nossos semelhantes e a natureza como um todo.

Amigos e novos Amigos, que o novo ano civil seja repleto de PAZ, SAÚDE, HARMONIA, VERDADEIROS CONHECIMENTOS, e repleto da sabedoria que somente o amor construído continuamente em comunhão com a razão, pode nos ofertar. Que a nossa vida e a de todos que muito amamos possam ser “iluminadas” pela estrela maior da razão, e que unidos em irmandade de espírito mental possamos ser os revolucionários de uma nova era de RAZÃO, AMOR, RESPEITO, SENSIBILIDADE, SOLIDARIEDADE, FRATERNIDADE e HUMANIDADE.

Um forte e sincero abraço a todos. Um forte e sincero “à frente e avante” para mim, para nós e para eles.

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