Medo

Medo! Sim, eu tenho algum medo, afinal sou humano e estou vivo, entendo que somente os mortos nada temem. Agora, sofrer por medo, ou antecipar o sofrimento natural de alguma dor por vir, por puro medo, entendo que seja abrir mão de momentos preciosos do viver, do aqui e do agora, do poder somar ou construir, e assim tento abdicar do direito de sofrer por antecipação.


O medo existe? Sim, e foi um grande aliado em nossa longuíssima jornada evolutiva, ele não existe como algo material, mas existe como emergência de algum complexo processamento mental, mas sendo ele uma criação subjetiva, é real o seu sentimento, mesmo que não seja sua existência material. Eu o conheço em primeira pessoa, em verdade só podemos senti-lo em primeira pessoa, posso até observar seu impacto nas pessoas, em seus comportamentos, em sua forma de agir e reagir, mas não posso senti-lo ou realiza-lo a não ser apenas em mim mesmo. Desta forma busco abrir mão do direito de senti-lo antecipadamente, gostaria de em verdade rejeitá-lo por completo, aboli-lo como construção mental, mas infelizmente não o consigo, assim, pelo menos o medo antecipado, aquele do sem um motivo real aparente no agora, busco no mínimo sublimá-lo, em nome de um presente um pouco menos sofrido, mais vivo e real.

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