Medo

Para ter medo, basta viver, mas para viver não basta ter medo. O medo é natural, mas isto não pode significar, em hipótese alguma, que ele deve nos governar, que deva nos dominar. O medo é um “princípio” selecionado naturalmente ao longo do tempo evolutivo que nos ajudou a aqui chegar. Devemos, entretanto, ter em mente que para realizar, em essência e de forma prática a quase magia do viver, o medo acima de um mínimo é pernicioso e destrutivo. 

Nossa humanidade requer certa ousadia, certa dose de coragem para lutar pelo social, e certo desapego à nós mesmos. A morte e a perda sempre nos rodeiam, entretanto, esperar por elas não é necessário, não obstante ter a certeza de que ambas nos serão parceiras, mas sofrer antecipadamente por elas é totalmente desnecessário.


Se a morte chegar, se formos por ela tomados, dela nada saberemos, pois que quando mortos não a encontraremos (e vivos dela também nada saberemos). Se a perda nos acolher pelo caminho, perda de quem amamos, de amigos, de parceiros, ou mesmo de colegas, que droga, mas temos que fazer do luto nosso estado meramente temporário e continuar caminhando, sabendo que cada perda jamais será substituída, mas sendo algo natural, é e será sempre nossa companheira. A lembrança e possíveis obras, sempre estarão vivas em nossa mente, mas a ausência física será nossa realidade.

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