Vida e humanidade

A vida não nos é somente como ela é; ela também nos é, como se nos parece, como a percebemos e como a construímos. Aproveitemo-la ao máximo, enquanto somos parte ativa e integrante do seu presente; um dia virá, em que seremos tão-somente parte do seu presente já passado, e aí não mais poderemos aproveitar dela. Jamais participaremos dela, em corpo presente, do seu presente futuro, pois o futuro é por definição o que ainda não é, o que ainda não chegou; assim, não adianta desejarmos viver nem no presente Passado, nem no presente Futuro, só nos resta o real, a eternidade efêmera de um presente que ousa ser sempre passado, mas que eternamente se aventura no presente futuro que não para de “chegar”, mas que não para e logo, imediatamente, instantaneamente se vai fugaz para o presente passado.


Resta-nos enfim, apenas vivê-la, em toda sua intensidade, no seu momento presente, que nos presenteia com a centelha de vida, com a chama do viver que queima e que nos leva em pleno presente para o nosso próprio fim. Devemos aproveitar cada instante do presente como se este fosse o último, saboreando cada sensação, buscando nossa felicidade juntamente com as felicidades dos outros, ousando experimentar todas as possibilidades que sejam alinhadas à uma ética humana, não universal, não estabelecida por conceito algum, mas sim a uma ética daquilo que nos faz humanos sem nos desfazer de ser animais, naturais e natureza, e capazes assim, de dignificar nossas vidas, dignificando a vida dos nossos irmãos de mesma característica genética, sem preconceitos de cor, raça, cultura, posição social ou das vergonhosas segregações religiosas, mas também dignificando a vida de todas as espécies sem abrir mão do respeito sincero pelo nosso lar, pelo nosso planeta, pela nossa mãe natureza...

Somos, ou deveríamos ser, unos apenas em nossa HUMANIDADE, de resto somos diversos, múltiplos, complexos, e seres viventes que devem ter como compromisso o bem querer à vida, a toda vida.

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