Amor e razão

Amar sem desenvolver a razão, ou ser racional sem construir o amor, é pôr-se a andar por trilhas perigosas, é como que caminhar perdido na petulante ditadura do racional e do lógico, ou então é marchar e viajar na fraqueza existencial, ambos se exigem mutuamente como ponto equilibrante, respectivamente, um do outro. O Amor e a razão necessitam coexistir, habitar a mesma mente, compor o mesmo circuito neural, para se equilibrarem e se fortalecerem. A razão e o Amor agregam poderes tais que a sua ação simbiótica, sinérgica e resiliente, explode em humanidade. Amar o irracional, ou pelo uso absoluto da razão abdicar de sua sensibilidade humana, é se perder em profunda desumanidade.


Viver sem ação é simplesmente hibernar na realização incompleta do viver. Toda a ação deve ser mediada e realizada em amor e em razão. A plenitude de amor e razão, são ao meu modo de ver inalcançáveis, mas nem por isto menos importante de serem buscadas e construídas, contudo, mesmo que possível fosse ser pleno de amor e de razão, e não agir, não obrar, não operar, não se revoltar, não revolucionar, não transformar, não construir, e nem deixar legados de obras e de exemplos, de nada servem, de muito pouco valem, são como que uma estátua que brilha ou que reluz, mas nada constroem. Viver sem ousar, sem caminhar, mesmo que com amor e razão, é relegar à terceiros o direito de deixar legados, que muitas vezes são obras de arte de desumanidade ou de hipocrisia, e que você, por inação, nada fez por modificar. De nada adianta compaixão sem ação, isto seria brincar de se enganar, como também nada adiantaria ação sem compaixão e sem razão, pois seria se perder na própria ação por si só, com o risco de ser exatamente mais um desumano. O problema é que muitos acham que o amor basta, e que ele é tudo, outros acham que a razão é mais forte, quando na verdade o racional-amoroso, ou o amor-racional é a única saída para realizarmos completamente nossa existência humana e social.


#ateuracional

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