Calcular, como mostra da realidade

“É simplesmente estranho o fato de podermos calcular um número e, após terminarmos de ver a natureza fazer seus truques, calcular o número de novo, e ele ser o mesmo”. Richard Feynman – The Feynman Lectures on Physics.

Richard Feynman é um grande físico e ficou conhecido pela sua característica pouco formal de falar e de construir sua oratória, em oposição a sua capacidade criativa e de formalização de seus modelos de estudo e pesquisa. Mas a mensagem é que é encantador poder calcular um número, de forma teórica, baseada em modelos, e depois, na observação direta da natureza, descobrir que ao recalcular aquele número ele bate igual ou tão próximo, que a diferença é margem de erro. Ela fala claramente da física quantitativa em detrimento a uma ciência ultrapassada, que vinha desde Aristóteles, que era baseada em uma ciência qualitativa. É claro que ele fala referente a sua maior especialidade que é a ciência física, mas mesmo em outras áreas-disciplinas, cada vez mais vem, em sendo possível, sendo implementado o modelo quantitativo, mensurável, repetitivo que ele apregoa. A ciência, o conhecimento (incompleto e imperfeito que seja), o entendimento, cresce em espiral exponencial, e áreas mais novas de estudo, biogênese, biologia sintética, neurociência, e outras os estudos ainda são fortemente baseados em estudos laboratoriais, e que bom que assim seja, pois que somente a experimentação pode ser no fundo, definida como ciência pura, mas a área teórica é cada vez mais verdade não somente na física, mas como exemplo, em uma área da biologia que me encanta, existem mais de trinta teorias da biogênese, do salto da química para a biologia, do surgimento da vida. Não podemos mais fugir de pensar teoricamente, mas sempre com propriedades nascidas e/ou testadas em laboratório, enquanto modelo teórico, são apenas conjecturas, suposições, e não ciência plena.

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