Loucura uma vida que em parte é arte


Loucura, uma vida que em parte é arte
A vida não é arte, a vida não é parte, a vida é real. Talvez com certa arte, a parte da vida que nos cabe viver, possa ser realizada de forma mais suave. Mas que arte é esta? Se o viver não possibilita ensaio, não permite experimento a priori, se a encenamos sempre em tempo real e em primeira pessoa, então que arte é esta? Em parte, é a arte, do pleno experimentar continuamente, do separar a vida, essência do viver, do viver como essência do ser, do existir, do emergir-se enquanto ser que em parte é arte, em parte é real, mesmo na pare da arte, e que em parte sempre será a realização do seu real, mesmo que em parte encenemos, é impossível abdicar da parte em que realmente somos, gostemos ou não desta parte, que descolada de qualquer arte, ou no máximo transpassada de criativa arte, é a realização plena da parte real que somos...

Loucura? Não. Apenas uma vida que em parte é arte, mas somente em parte, porque na maior parte, é uma inconsciente exposição do ser.

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