Perguntas

É de suma importância, é imprescindível, na busca pelo saber, por algum saber, que façamos perguntas para as quais não existem respostas, ou que mesmo podem continuar sem respostas por muito tempo, uma vez que se assim não agirmos em nossa caminhada por algum conhecimento, podemos ser tentados a não fazer também aquelas perguntas que ainda sem respostas, estão distante desta apenas por sutil, frágil e fino “papel de seda”, que tão logo iniciemos a provocação, a busca, com métodos, respeito e honestidade, elas (as respostas) comecem a brotar e a deixar cada vez mais trilhas, indícios ou rastros de que estamos em algum caminho. Deixar de lados mitos, conceitos prévios, estórias ou contos orais ou escritos, deixar de lado revelações, desejos e interesses, e de forma ousada, corajosa (pelo que a resposta possa nos mostrar), sincera, honesta, comprometida plenamente com alguma verdade, nos colocarmos a fazer as perguntas, todas elas, sem filtros, é o que de melhor podemos fazer para algum saber, para algum conhecer. Nada, absolutamente nada está acima da busca sincera, nada absolutamente nada pode se interpor entre a caminhada pela descoberta, pelo entendimento, pelo mergulho profundo, além das aparências, além da fenomenologia que muitas vezes pode até nos ser importante, mas nada deve nos deter e nada deve nos limitar ou nos intimidar nesta busca, e por fim, nada pode nos colocar a par de ter nossas crenças, nossos conceitos, nossos desejos, nossos interesses destruídos por novas evidências, por novos saberes, por novos caminhares... As perguntas devem ser feitas sem limites, mas com certo método, e devem incluir consequentemente aquelas que podem nos desconstruir, nos implodir, ou nos incomodar muito, pois que não pode haver dor, medo, ou interesses que possam se interpor em nossa caminhada, em nossa busca por algum saber.


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