Amar uns aos outros

“Amar uns aos outros, amando ao próximo como a si mesmo” é uma assertiva que muito respeito. O que me entristece é que para alguns irmãos em espécie, “os outros” ou “o próximo” se dividem (ou se restringem) em variadas “subespécies”, e o “amar aos outros ou ao próximo” acabam sendo aceitos para alguns “outros” e não para determinados “outros”:
Parece que para muitos, os outros se dividem em:
Os outros, meus amigos ou familiares,
Os outros meus inimigos,
Os outros estranhos a minha pessoa,
Os outros que professam comigo das minhas crenças religiosas ou seculares,
Os outros que possuam preferências sexuais semelhantes a minha,
Os outros que não comungam comigo,
Os outros que possuam interesses próximos
Os outros com interesses antagônicos
Os outros de mesma nacionalidade ou grupo social
Os outros de outras nacionalidades, grupos sociais, “raças” (defendo a não existência de divisão de raças entre os humanos), cor, e etc...
Além de diversas outras variações de “subgrupos ou qualificações dos outros, todas elas criadas meramente por nossa cultura, preconceitos, interesses, algumas vezes simplesmente por necessidades de ocasião, sendo esta ou qualquer outra divisão, falaciosa, e mesmo imoral, pois que somos todos humanos, todos irmãos em espécie”, com exceção daqueles que desmerecem a sociedade, que aviltam a dignidade humana, que mesmo sendo iguais, merecem os cuidados da lei com o direito a recuperação.

Assim a bonita assertiva inicial acaba sendo distorcida, mesmo que inconscientemente, para algo como (com maior ou menor intensidade em alguns itens, por cada um): Amar uns aos outros, amando ao próximo como a si mesmo, desde que eles, estes próximos, creiam no mesmo deus meu, que professem de minhas mesmas crenças naturais ou sobrenaturais, que não sejam meus inimigos, e que possuam os mesmos meus interesses e as mesmas preferências sexuais, que sejam do mesmo grupo social, que de alguma forma me interessem, que se enquadrem dentro de minhas premissas preconceituosas, e por aí vai, aos demais a força da lei, o descaso do abandono, o preconceito da segregação, a dor da exploração, ou mesmo o medo do poderio bélico.


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ateu
Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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