EU

Por mais que eu creia que é o meu “eu” quem tem o domínio de minha existência, é o cérebro quem governa. O próprio eu é uma entidade emergente, talvez possa até somente ser uma “entidade” mental que existe apenas para me dar alguma consciência de que eu existo, e acaba por me iludir como sendo o responsável por todo controle, os “eus” assim como a consciência podem ser muito mais como meros noticiários, que tornam público o que sou, o que somos, do que as próprias notícias em si, e assim, não creio que eles (os eus e a consciência), sendo emergentes, consigam total ação sobre o cérebro físico, creio mais até que haja uma espécie de mutua cumplicidade entre o cérebro físico e a mente, onde os dois acabam por alterar e interagir um com o outro, mas sem perder de vista que é o cérebro quem dá a palavra final. Entendo que o eu seja uma espécie de abstração mental, cognitiva, intelectual, de um consciente frágil em si, mas que parece ser o controlador, quando sua realização, para mim, é muito mais de agente de interface ou de relações públicas com o mundo exterior, ficando o cérebro, este sim, e a maior parte absoluta do seu tempo e do seu processamento, atuando nos bastidores e no submundo inconsciente de nosso ser. Penso que quando o eu se julga ator autônomo de todas as ações, o cérebro já processou antecipadamente a decisão, a ação, e a interpretação do papel a ser realizado pelo eu, mas entendo também, que por uma espécie de feedback, o pensado, processado, impacta de volta o cérebro, no mínimo pelo reforço ou atenuação de algumas ligações sinápticas, como a simples relação do cérebro-mente, com a realidade exterior que experimenta, por si só, também afeta recursivamente o cérebro-mente.


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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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