Não creio em autoridades do saber

Não creio em autoridades do saber, todos estamos passiveis de erros. De uma forma civilizada e democrática, mas não menos racional e crítica, me proponho a ouvir todos, mas jamais acreditar simplesmente pelo acreditar, esteja falando quem estiver, uma vez que podem estar enganados, ou possuírem interesses no que apregoam ou defendem. Busco crer naquilo que seja lógico, que seja racional, que me permita uma análise crítica independente, que seja de alguma forma coerente e alinhado com um saber prévio, e que, ou possuam evidências positivas ou então saberes de inúmeras pesquisas sérias, de diversos pesquisadores independentes, e que envolvam diversas fontes confiáveis, entretanto que não vão de encontro direto a saberes já modelados, “axiomatizados”, e comprovados.  Nem tudo possui ou possuirá evidência clara e direta, mas isto não pode significar que tudo é possível, devo ter uma mente aberta, mas ela não pode ser tão aberta que seja oca. Mesmo assim existem muitas coisas em que apenas creio, posto que as pesquisas ainda não justificam o status de conhecimento.

Não creio na possibilidade de que alguém saiba tudo, ou mesmo que tudo saiba sobre um item apenas que seja. A necessidade de aprofundamento nas pesquisas tem criado, cada vez mais, especialistas fortemente focados em áreas “pontuais” e restritas do saber. Entendo que está chegando o momento de, com a tecnologia da informação, e com a computação paralela de alta capacidade, com o conceito do “big data”, com toques de inteligência artificial, entre outros, iniciarmos um grande salto que é a integração deste saber. O conhecimento como um todo somente tem a ganhar, os conhecimentos se somam e conseguiremos um avanço astronômico quando realmente ingressarmos na era do “multiconhecimento” integrado, e o salto poderá ser ainda maior quando a computação quântica for uma realidade. Os conceitos de cidade inteligente, conhecimento integrado, pesquisas computacionais, tendem a, se bem utilizados, e com controles sérios que garantam a liberdade e a individualidade de cada um de nós, prover um grande salto científico e tecnológico, e mais ainda, até mesmo com foco na sociedade, na população, e na natureza.

Se não nos destruirmos antes, enquanto (des)humanidade, ou se nenhum cataclismo global ocorrer, estamos fadados a integrar o nosso conhecimento, e elevarmos exponencialmente nossos conhecimentos e nossas possibilidades, abrindo espaço para novos e fecundos saberes, e quem sabe para um aprimoramento social.


Não creio assim em autoridades do saber, de nenhum saber, como é impossível crer em revelações ou em qualquer coisa que possa estar desalinhada com a realidade como um todo. Ninguém por si só tem autoridade, ou é autoridade em saber algum, mas infelizmente o “mundo” místico e transcendental possui ancoras em pessoas que se arvoram autoridades do saber, ou que se baseiam em revelações, mitos ou lendas. Temos de ter sempre alerta em nossa mente que nenhum saber proferido por alguém, é por si só perfeito, completo, ou que possa representar o mais próximo da verdade possível, como dito antes ele pode estar errado, ou representar interesses de diversas ordens, cabe-nos, como cabe aos pesquisadores, pensadores, e cientistas, analisar criticamente, pensar livremente, racionalizar, buscar comprovações ou refutações, duvidar e pesquisar, ler, buscar, e duvidar de novo, e de novo ler, buscar, estudar, pesquisar...



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ateu
Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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