VERGONHA

Somente deveríamos ter vergonha do que somos quando o que somos não dignifica a humanidade que deveria nos compor. Ser pobre ou rico; ser feio ou bonito; ser magro ou gordinho; ser branco, mulato, índio ou negro, ter ou não estudo, ser hétero, homo, ou bissexual, não falam nada por si só. É a nossa realização do dia a dia, em cada eterno momento de nosso presente que nos revestirá de valores éticos, humanos e sociais, positivos ou negativos. O que importa é o impacto natural, humano e social que construímos em nosso existir.

Então vergonha de que? Vergonhoso seria abrir mão do direito e do dever de viver e de nos reconstruir diariamente, buscando nossa felicidade e maximizando a felicidade do maior número de pessoas possíveis. Ser feliz não é feio, muito menos proibido ou indigno, indigno é ser feliz à custa da dor e da miséria dos outros, nossa felicidade deve ser alicerçada e construída sobre a máxima humana de amarmos uns aos outros, e este amor só faz sentido vivente se for dignificando todas e cada uma das vidas de nossos irmãos em espécie, da vida de nossos primos animais, além da própria e generosa natureza. Assim ser feliz baseado na construção de miséria, na exploração, na ofensa moral e ética, ou na omissão da não dignificação humana, ou no simples aproveitar das oportunidades indignas, quando estas são construídas à custa da dor do próximo, é ser tão desumano quanto aquele que em primeira pessoa “abriu” a oportunidade da felicidade de alguns, plantando o sofrimento, a exploração, a humilhação e a exclusão social de outros.


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ateu
Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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