Iludimo-nos

Por pior que o mundo esteja, sempre seremos capazes de justificar toda exclusão social como reflexo do mesquinho egoísmo dos outros, sejam estes outros, pessoas, corporações, estado, sistema, ou mesmo a situação “mundial”, seja lá isso exatamente o que quer eu seja. Se por pelo menos um instante, muitos de nós tivéssemos a coragem de nos despir de nossas desculpas, nos veríamos totalmente imersos, no mínimo, como corresponsáveis, seja diretamente - por interesses pessoais, ou indiretamente – por omissão, pela situação desumana da sociedade que vivemos. A sociedade não é um corpo autônomo, ela não existe independente de nós, ela reflete, de forma complexa é verdade, a individualidade de cada um de nós.

A sociedade (des)humana ao longo do tempo, quanto mais ela cresce, mais vai se tornando fria e insensível as condições e necessidades mínimas dos outros, e assim, cada vez mais se afunda em sua própria apatia, indiferença e desumanidade, e infelizmente muitos de nós continuamos nos iludindo de que não temos culpa de nada, de que somos imunes, impunes e isentos, aos problemas, as suas causas, as suas possíveis desconstruções, e de que alguma força maior nos resguardará do desespero social.



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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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