O presente é a mola mestra de toda metamorfose

O presente é a mola mestra de toda metamorfose. Nada acontece fora do momento presente. Então toda transformação necessita somente do agora, seja ela evolutiva, seja ela revoltosa, toda transformação cabe tão-somente no momento presente. A transformação é o presente se fazendo vivo, acontecendo, sendo fluxo contínuo do que ainda não é, mas que sendo, imediatamente já deixou de ser. Aliás, toda a realidade do viver, do existir, do sentir, do realizar, e do pensar cabem na eternidade do momento presente. O porvir nada é até que se realize no instante quase mágico do agora, aquele instante sem um estado claro, continuamente deixa de ser para ser passado, quase mágico pois que somente é possível senti-lo já no passado, e somente parece ganhar vida pela continuidade de um instante instável entre o que ainda não é e o que já deixou de ser. Sem desejar apenas brincar com as palavras, mesmo o porvir ganha existência apenas no momento presente, vivê-lo é necessário e bastante, até mesmo a morte somente chega no momento presente, ninguém realiza a morte no futuro, apenas no contínuo e eterno momento presente, que nos desafia nesta interpretação, nesta “interpolação” do futuro com o passado, mas que ousa nunca passar, e quando acreditamos que ele se vai, é ele mesmo, o presente, que continua a nos provocar pela transformação dele mesmo, pela transformação imediata do futuro que chega em passado que já se foi.


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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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