Tudo tem um fim


Tomando-se como paralelo a existência de seres vivos, entretanto mantendo-se a clara discrepância entre uma vida e uma existência não viva, o nosso sol, a estrela que nos permitiu energia para a vida, um dia também perecerá. Ela “nasceu” (se formou) com uma história futura já traçada pelas regras da natureza (leis e teorias físicas que a suportam) que a levará naturalmente ao seu fim, e este será também o fim de todos os tipos de vida que possam existir no sistema solar (pelo menos segundo os padrões de vida que conhecemos, podendo ser que em outros locais, possa existir algum padrão de vida que desconheça a morte (seu fim), eu pessoalmente não acredito nisto, mas o que eu creia ou não creia não é sinônimo de verdade, pois que para a natureza como um todo, eu e o que pense eu de nada significam. Podemos relaxar, apenas, porque isto somente ocorrerá daqui a muito, muito e muito tempo (vários bilhões de anos), tempo este quase infinito segundo nossa capacidade mental de percebê-lo.

O fim de nosso sol representa uma regra máxima em nosso universo, tudo que se formou, eu repito tudo, absolutamente tudo, está fadado ao desaparecimento, por decaimento (desintegração natural de todo corpo material), por esfriamento (afastamentos sucessivos, e fim do combustível nuclear), por “colapsamento” (buracos negros, estrelas marrons e etc.), por explosões (algumas maravilhosamente destrutivas como as supernovas) e etc. O que importa é que o fim é certo, mesmo que a expansão espacial termine e tenhamos o início de uma contração contínua, o fim será ao contrário em calor extremo e o universo terá assim seu fim em um big crunch (o grande e final colapso), mas o fim existirá, seja de uma ou outra forma o tecido espaço-temporal que conhecemos tem limite de validade e chegará o momento derradeiro em que nada mais existirá, apenas uma energia de fundo tão degradada e estendida, ou o oposto uma energia tão comprimida e aquecida, mas que significará o fim do universo que estamos dando os primeiros passos no seu entendimento (cabe apenas comentar que o “fim” de tudo que hoje existe, mesmo por uma possível transição de fase, não significa chegar ao anda absoluto, pois que entendo eu que o nada absoluto nunca existiu e nunca existirá.

O nosso sol não foge a esta regra, e seu fim será primeiro o de uma estrela gigante vermelha, depois uma composição de estrela anã branca e parte uma talvez bela nebulosa, e finalmente o decaimento final, mas sinceramente creio que nossa espécie não mais existirá para presenciar, e sofrer com o início deste fim.


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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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