Nossa necessidade de contar estórias

Nosso cérebro, em geral, é um exímio criador e um excelente contador de estórias, nem sempre verdadeiras, nem sempre fieis a uma lógica mais apurada, mas que continuamente brotam de suas entranhas, e muitas destas estórias, as aproveitamos para nos justificar, para nos engrandecer, ou para atender nossos interesses pessoais, e para “fundamentar” nossa necessidade mental de crenças, bem como nossos interesses. É impossível viver sem algum nível de ação, de interação com o mudo, sem alguma atitude, mesmo a omissão, a aceitação calada de tudo, ou a inação, já são por si mesmas escolhas políticas com impactos sociais, e até para isto, nossa mente cria estórias para no mínimo justificarem tal comportamento.

Do nosso cérebro, de sua complexidade neural emerge o que somos, emergem nossos seres, e naturalmente emergem estórias, para que de alguma forma deem sentido ao que somos, e que se não provocadas mentalmente, se não arguidas sincera, honesta, e criticamente, se não minimamente analisadas racionalmente, podem simplesmente nos esconder e justificar o que somos, independente do que a realidade sofrida do mundo de nós espere ou necessite...


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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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