ÉTICA

Em geral é muito fácil falar de ética, principalmente quando a olhamos pelo prisma de nossa própria ética, como se a ética fosse quase uma propriedade individual, como se pudesse ser o que desejamos que ela seja, como se existisse uma ética construída aos nossos interesses individuais. É muito fácil também quando discorremos ou argumentamos sobre a ética baseada apenas no que aprendemos, no que nos catequizaram, como um simples manual de normas, procedimentos a ações padronizadas, identificadas em lista do que nos é permitido e do que nos é pernicioso fazer, confundimos em demasia ética com moral.

Falar desta ética é quase como repetir um mantra teórico do que nos seria lícito e do que não nos seria lícito, principalmente quando já nos apoderamos de tal “pseudo manual” e o adaptamos aos nossos interesses pessoais, dando legitimidade mental e psíquica aos nossos atos.

O difícil não é falar de ética, pois mesmo que estivéssemos realmente compromissados com uma argumentação séria sobre ética, discorrer sobre ela é uma coisa, porém agir pautado por ela é outra coisa totalmente diferente. Agir sob a ótica de uma ética que vá além da minha, muitas vezes míope perspectiva, que vá além da perspectiva do viver apenas dos humanos, que nos permita viver comprometido com um conceito de ética global, que dignifique não somente o social humano, mas todas as realizações do viver, que busque o equilíbrio de todos os nichos biológicos, é muito mais difícil do que parece. Mas não é por que é difícil que devemos abandonar tal desafio, cumpre-nos construir de fora para dentro esta lógica do agir e do se comprometer com a essência da vida. A evolução nos muniu com um cérebro plástico e assim podemos redesenhar continuamente nossos circuitos neurais. Somos enfim parte natureza biológica herdada geneticamente, somos parte adquirida pela realização do nosso viver e pela experimentação do mundo, mas somos também parte do que consciente e "perseverantemente" desejamos ser. Cumpre-nos então iniciar desejando sermos realmente éticos conforme o Amor à essência da vida, de todas as vidas, de todas as espécies, de todos os nichos ecológico-biológicos.


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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

Comentários

  1. É Verdade, a ética é muito relativa, a filosofia pode ser um livre pensar,mas eu posso pensar diferente dos demais, quem está certo!

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