Falsa ciência


A falsa ciência, ou melhor os falsos baluartes no uso falacioso de uma equivocada narrativa científica, quase sempre para seus interesses próprios, se aproveitam da credibilidade que o conceito de ciência possui ou que a palavra científico perpassa às ideias, e aproveitam deste fato, o falso pano de fundo científico de suas falsas argumentações, para divulgarem mentiras, pseudociências, distorções da verdade, ou mesmo para defenderem interesses próprios, e em alguns casos por mera vaidade, fazendo-os apresentarem conhecimentos que verdadeiramente desconhecem, ou então para defenderem instituições ou corporações, e seus princípios, credos, doutrinas, dogmas, e interesses.

Estes espantalhos pseudocientíficos se aproveitam do desconhecimento científico de muitos, da ingenuidade de outros, ou da complexidade natural que o conhecimento científico impõe em alguns casos, ou mesmo do seu aspecto muitas vezes não intuitivo, para divulgarem, ou mesmo para convencerem incautos, se utilizando de distorções no método, na modelagem, no alcance, ou nos resultados de experimentos e teorizações científicas, e em outros casos distorcem, omitem ou inventam novas e diferentes regras, teorias, leis ou princípios científicos, muitas vezes conectando nomes de cientistas famosos, ou de teorias cientificas de renome, como falso suporte aos seus interesses, outros extraem frases avulsas, totalmente fora de um contexto, para se justificarem ou darem falso respaldo ao que defendem. 

Impostores científicos ou “falseadores”, conscientes ou inconscientes, da ciência (do saber, do conhecimento, da busca de alguma verdade, e da interpretação do que já existe naturalmente), comportam-se como se esta não tivesse suas regras e seus princípios próprios, além de sua automática capacidade de comprovação ou refutação por terceiros, o seu filtro natural.


Estas pessoas ou instituições apresentam claramente traços de personalidade e de princípios em comum entre si, elas recusam, maltratam e deturpam a realidade do universo, conforme seus interesses assim o necessitem. Outras, com argumentações falaciosas, se utilizam de linguagem bonita, ou de dúbio sentido, para falsificarem fatos e experimentos.

A mentira científica leva a perda de contato com a realidade, estas pessoas acreditam ou tentam nos fazer crer, que o real pode ser ajustado, pois defendem que o real macroscópico pode ser ideal, e o microscópico possa ser totalmente aleatório (probabilidade é totalmente diferente de aleatoriedade).

A questão é que o real, a realidade verdadeira, o realismo natural, não possui acordo nenhum com o idealismo, e não comunga com o ideal. A relatividade possível está no observador, em nossa interpretação, está na impressão obtida e trabalhada por nossa mente baseada em sensores limitados e em um cérebro imperfeito. Relativo é a leitura da real realidade, esta simplesmente é, entretanto a nossa compreensão, pela nossa limitada mente, é que pode ser “relativa”. É muito comum confundir-se o termo relatividade, da teoria da relatividade do grande Einstein com a possibilidade equivocada da relatividade comum, vulgar, cotidiana, da verdade, e da realidade. 

Estas pessoas, os falsos amantes, reais detratores da ciência e do método científico, pois que fingidos defensores da não verdadeira ciência, diferentemente de uma verdadeira atitude científica, aquela que sempre busca a real verdade, mesmo que fragmentária ou parcial, acabam eles buscando que a teoria científica se ajuste ao seu interesse pessoal.

Desta forma, muito cuidado é necessário na busca de sérios e honestos autores e pesquisadores. É importante sempre uma análise das fontes, sendo necessário também uma progressiva elevação de nossa familiaridade com a ciência, estando sempre preparado para abrirmos mão de alguns de nossos conceitos e credos, mesmo que alguns deles tenham sido importantes ao longo de nossas vidas.



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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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