Ingratos com a vida

Acabamos sendo ingratos para com a essência do viver. Muitos de nós passamos a vida pensando, desejando e crendo que teremos uma vida depois da morte, e desta forma deixamos passar a beleza de estarmos vivos, acabamos por não perceber que a única realidade a qual temos certeza é temos esta vida, e que devemos fazê-la da melhor forma possível, que devemos pelo menos tentar bem viver esta vida presente, pois que a vida seguinte é no mínimo discutível, mas a realização do nosso viver, aqui e agora, é real.

Outros simplesmente vivem como máquinas e nem se tocam de viver sua humanidade, aqui e agora, nem se tocam que ninguém vive sozinho e isolado, que somos seres sociais. Alguns mais se perdem em suas vaidades, arrogâncias e presunções e se agarram as suas posses, as suas carreiras, ao seu poder e as suas riquezas, que acabam por esquecer de que é a vida nossa maior riqueza, e o é para todos, aqui ou acolá, conhecidos ou desconhecidos, e desta forma bem viver deve passar por buscar garantir um bem viver a todos.

Infelizmente muitos vivem o abandono social e a miséria humana e sequer sabem o que significa viver, alguns sequer sabem o que é auto estima, e neste caso, maior ainda deve ser nossa responsabilidade para com eles, nossa ousadia de buscar uma transformação para o bem viver deles, para seu crescimento como indivíduo.


Poucos são aqueles que têm a humildade de perceber que sendo a essência da vida uma raríssima possibilidade, e a nossa vida em especial uma raridade casual ainda maior, deveríamos continuamente amá-la, valorizá-la e buscar construí-la de forma humana e digna, mas comprometendo-se a abrir mão de um bem viver social, inclusivo e geral.


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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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