Liberdade de pensamentos não pode significar liberdade de ação

A consciência humana, o pensamento do ser eu, consciente ou inconsciente, ou mesmo o ato pensante formal, ainda são redutos indevassáveis de nossa realização do viver. Poderá chegar o momento em que isto não mais seja uma verdade, mas para o nosso bem ou mal ainda é uma verdade absoluta.

Não sou especialista, mas uma das minhas garantias básicas é o direito à liberdade de pensamento e de opiniões. Em relação aos meus pensamentos mais do que tê-los como garantidos, é um dever inalienável, meu e de todos, refletirmos, pensarmos, digerirmos mentalmente, de forma séria e o mais profunda possível, com o que me for possível de racionalidade, sempre aderente a um estado sincero de análise crítica, compromissado com a busca de um entendimento o mais global possível, independente de meus conceitos ou pré-conceitos, ainda mais porque pensar ainda é pessoal e indevassável.

Entendo que sou inconscientemente muitas coisas e muitos seres. Sou conscientemente algumas coisas, sou também múltiplo, mas possuo neste caso, o do pensamento, certa jurisdição de vontade e controle sobre o que conscientemente sou ou tento ser.

No universo de meus pensamentos, sou livre para fazê-lo como desejar, para direcioná-los ao meu bel prazer, e para ir tão fundo quanto a coragem e a vontade me permitam, entretanto isto não pode ser e não deve significar que sou livre para agir conforme desejar, independente dos limites legais ou sociais. Sou livre para pensar, e apenas livre para agir dentro do respeito individual e coletivo. Posso expressar meus pensamentos e minhas crenças dentro deste mesmo respeito, mas jamais posso ser livre para agir inconsequentemente em nome destas minhas crenças ou do meu modo pessoal de pensar, seja ele consciente ou inconsciente. Limites existem e devem ser formalmente exigidos. Meus atos devem ser valorados pela extensão humana e social deles. Meu comportamento deve ser valorado pelo bem ou pelo mal que causem a sociedade e a natureza.


Para mim, pouco me importa se agi de forma consciente ou inconsciente, se levado por boas ou más intenções, mas se o meu ato denigre a dignidade individual ou social, se o meu ato faz mal físico ou psíquico a alguém ou a algum grupo, devo ser formalmente responsabilizado pelo que fiz, e em alguns casos devo ser terminantemente retirado do convivo social pelo real mal que pratiquei, no mínimo para uma reabilitação e ressocialização. 

Isto deve valer para mim, para minha família, para meus amigos ou para qualquer um, de qualquer grupo ou de qualquer classe social.

O interesse individual jamais pode estar acima do interesse social. O direito individual deve ser garantido, mas o direito social deve sobrepor a este. A liberdade individual deve ser uma forte diretriz, mas esta liberdade deve ater-se a opiniões e crenças e nunca a ação, esta deve seguir pressupostos humanos e sociais acima de tudo, e também de justiça e respeito.


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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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