A liberdade


A liberdade real, completa e absoluta, só é possível em nossas poesias, em nossos sonhos, ou quando de nossa morte, mas em todas elas, o que ocorre é uma liberdade imaginária, irreal, ideal (pode até ser), entretanto irreal. Apenas no caso de nossa morte, da morte do ser que somos, do ente mental que nos faz ser, é que até podemos encará-la como uma liberdade real, mas aí ela não faz mais sentido algum, posto que neste caso estaremos livres até de nós mesmos, livres de nossa existência, livres do que éramos e livre do que poderíamos ser, enfim, não mais seremos para gozar, sentir ou realizar aquela liberdade absoluta que nos era ideal. Isto me faz perceber que a liberdade absoluta só se fará presente quando de nós estivermos ausentes, no fim de tudo, quando do nada absoluto para o qual iremos e quando mais nada seremos, e aí, neste caso, não mais a poderemos experimentar. O importante é que este fato não pode servir de escusas para não nos empenharmos na busca de uma liberdade, mas sim que devemos ter em mente, que a liberdade deve ser continuamente buscada, construída, arrancada a fórceps se necessário for, mas que ela jamais será completa, que ela deve no mínimo ser delimitada por pleno respeito ao próximo, e por responsabilidades sociais, humanas e naturais, e nutrida pela falta de medo de tentar, de buscar e de ousar. 


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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

Comentários

  1. ...Ir para um nada absoluto...e...ser nada?!!! Que tédio infernal virá a ser!! pobre ser...

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