Agir e pensar


Agir é em geral mais prazeroso do que pensar. Agir, muitas vezes, atua sobre hormônios, emoções e realizações. Pensar é um ato introspectivo, pessoal, intransferível, consome tempo, requer seriedade e sinceridade, dá trabalho, requer cuidado, necessita de liberdade de pensamento, muitas sendo as vezes em que necessita de pesquisas, e muitas vezes nos incomoda, nos dá medo, nos dá vergonha ou mesmo nos assusta, e nem sempre está plenamente suportado por uma capacidade racional, necessitando muitas e muitas vezes, além da razão, de uma postura crítica de entendimento, análise e busca.

O problema é a ilusão que muitas vezes temos de que é possível agir tendo somente o instinto e a emoção como aliados, ambos são muitas vezes falsos traidores da verdade. O agir por instinto somente vale a pena quando agimos repetidamente (como ao dirigir nosso carro depois que dominamos bem a tarefa), quando é impossível obter novos dados para a decisão (no momento em que já dispomos dos dados possíveis, não adiantando racionalizar posto que os dados são ínfimos e limitados), ou quando somos colocados frente a prementes e emergenciais momentos onde a urgência é condição precípua para algo fazer ou para superarmos alguma conjuntura em que o tempo entre as tomadas de decisões é vital para uma possibilidade de sobrevivência, nossa ou de outro alguém. Por outro lado, o instinto pode, e em muitos casos deve, ser usado como provocação para buscarmos um melhor entendimento, ou como ponto de referência para um trabalho mais profundo mental.


Entre agir por instinto e agir de forma racional, lúcida e crítica, apenas os incautos e os ingênuos podem preferir sempre o primeiro. O instinto é algo natural, importante e muitas vezes necessário a nossa própria sobrevivência ou para nos tirar de eventos de risco certo, mas acreditar que o instinto é por si só perfeito é cair na cilada de que o instinto é nosso melhor aliado.

A vida requer ação, é verdade, mas a vida jamais nos impõem, necessária e continuamente, ações sem razão, comportamento sem crítica, obras sem racionalidade, atitudes sem responsabilidade social, posturas sem amor construído, e mesmo a vida jamais nos impõe, por outro lado, alienação mental, insanidade comportamental, ou mesmo um viver desviado da dignidade humana e do amor a essência do próprio viver.


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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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