Solidão

Entendo ser a pior solidão, a solidão de nós mesmos.

Se não me encontro comigo mesmo, como me encontrarei com os outros, se não me encontro em mim mesmo, como me encontrarei nos outros.

O abandono de nós próprios é o início da degradação de nossa humanidade. A solidão em nós mesmos é já ela própria a deterioração social de nossa humanização.
Como dar o que não temos?
Como sermos o que não somos conosco mesmos?
Como ser um ser social se não consigo sequer ser um comigo mesmo?

Como amar a todos os outros se não amo nem a mim mesmo?

Descobrir-nos, nos recriarmos a cada instante, conhecer nossos limites e reconstruir nosso ser continuamente, é necessário em nossa caminhada pelo social, sendo naturalmente humanos.

Ser uno conosco em toda sua complexidade inerente, em toda a sua multiplicidade de seres mentais, não pode significar dar vazão a prepotência alguma, não deve nos permitir nos vermos como “o centro do universo”, ou mesmo justificar egoísmo algum, deve significar dar o valor que nossa existência merece para reconstruí-la continuamente e assim reformar a sociedade que corroboramos.


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Sou um ateu racional e um livre pensador, ou melhor, eu sou um ateu que tenta ser (que se compromete a ser) racional e livre pensador.

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